Da semana que passa ficam sob suspeita os que se prestam a papéis ridículos. A saber:
O bispo Carrilho. Fiel à lógica do “desde que não se saiba” entendeu moralizar a comunicação social que dá notícias de interesse público, como se o problema fosse a divulgação do escândalo que abalou as paróquias de São Vicente e Ponta Delgada e não o drama em si mesmo. Carrilho, perito em silêncio em inúmeros casos que abalam a fé dos homens, devia pedir desculpas pela conivência que vem demonstrando sempre que o jornal da diocese insulta padres, ex-seminaristas e muitos católicos e maltrata valores cristãos. Culpar jornalistas por ter "castigado" o padre Humberto, vítima do dançarino cubano, exposto desnecessariamente por inabilidade pastoral de Carrilho, é uma espécie de pecado capital. Intimidades e extorsões à parte, recomenda-se prudência à Igreja que agora também ataca mensageiros, talvez a pedido do financiador de templos. A palhaçada tem limites. E se beber, não fale.
Os angustiados. Revelaram mau perder e incapacidade de assumir culpas no descalabro eleitoral autárquico. E como a fotocópia é sempre pior do que o original, fiquemo-nos por Jardim que, sem lucidez para perceber que a sua postura é como repelente, passou os dias a produzir lixo sem assinatura, a alimentar boatos produzidos pelos inúteis da quinta, a delegar balanços concelhios desprovidos de rigor e sem ouvir as bases, a ameaçar militantes que discordam da liderança arrogante e a viajar à custa do contribuinte. Se não tem cura, convém evitar contágio.
Os autores e co-autores de bocas foleiras. Se não têm forma de cumprir as 40 horas semanais peçam transferência, negoceiem aposentação ou emigrem à boleia das sacas de semilhas que mandam para Jersey.
O analista deputado Silva. As avenças a muito obrigam. É delirante a capacidade de transformar derrotas em vitórias e de branquear a causa de todos os males. Jardim sai “incólume”? Só se for na saída regular para Bruxelas, Paris e arredores, porque a malta não é de intrigas. Até um dia.
Os troca tintas. A malta que andou a pintar paredes nas vésperas de eleições, a colocar a cruz no voto de forma imprevisível e a preencher papéis na tentativa de justificar o desaire que se cuide. O ‘Madeira Livre’ vai ajustar contas com esses desesperos. Parafraseando o socialista Duarte Caldeira, “o Dr. Alberto João Jardim pediu que o povo não votasse em bandidos e a população fez-lhe a vontade”.