Não basta que mudem as pessoas. Não basta a mudança de partidos. E a vida tem demonstrado como não basta derrotar o PSD/CDS. É condição necessária, mas não suficiente, retirar-lhes as maiorias políticas.
Os senhorios sentiram o peso da derrota. Grande parte dos senhorios que estiveram a aplicar o “Programa de Agressão” negociado com a Troika estrangeira sofreram uma derrota nas últimas eleições. E embora se tenham formado outras maiorias políticas, existe o perigo da “mesmidade”, do prosseguir o mesmo com protagonistas recicladores. O prosseguimento do mesmo caminho significará o afundamento cada vez maior da Região.
Continuar o mesmo rumo, com esta ou aquela alteração, seguindo a arte de manter a mesmidade por meio de cosméticos de estilo ou de retórica política conduzirá ao completo e absoluto desastre.
Como não podemos aceitar o estreito compromisso de reformismo, porque não nos seria perdoável apenas assegurar a anterior, eventualmente melhorada, prática de governação, é nosso dever pugnar pela ruptura com a política de Direita. A viragem na natureza das políticas, o rompimento com o caminho seguido e nunca a sua continuação apenas revista, faz com que a inversão das prioridades da pirâmide edificada pelos senhorios passe a estar no âmago de um novo projecto transformador. Ganha, portanto, maior relevância a natureza alternativa das políticas.
A CDU propõe um outro rumo e uma outra política que não são só necessários como possíveis.
Edgar Silva