Manuel João Baptista Rosa Um dos novos autarcas anunciou na televisão a intenção de construir canis para recolha de cães abandonados. Entende-se por medida despesista (saída de dinheiro/benefícios económicos)) a que não gera o retorno pretendido. Os canis originam dois tipos de despesas: as de investimento (construção das infra-estruturas) e as correntes (inerentes ao funcionamento normal das infra-estruturas) que se prolongam indefinidamente no tempo. Pela experiência que já existe, sabe-se que os canis não são a solução para o controlo da população animal abandonada, objectivo suposto atingir, sendo antes uma antecâmara da sua morte, porque as adopções dos animais recolhidos não são, infelizmente, suficientes para evitar o seu abate. A população animal reproduz-se a uma velocidade maior que o abate pelo que o objectivo não é atingido. Este é um problema que afecta a nossa economia, nomeadamente a do sector turístico, pois uma das principais reclamações dos turistas incide exactamente sobre o tratamento dado, pelos residentes, aos animais ditos domésticos. A solução mais barata e eficaz consiste em esterilizar as cadelas/gatas devendo para o efeito, as respectivas autarquias, fazerem acordos com as clínicas de forma a obterem o melhor preço. Em poucos anos conseguir-se-ia parar o crescimento e, de uma forma gradual, o controlo da população, sem muitas despesas e sem a utilização de métodos nazistas.