“A arte da guerra não exige manobras complicadas; as mais simples são as melhores; e bom senso é fundamental. Podemos então questionar porque é que são os generais quem comete os erros estúpidos, é porque tentam ser espertos”. Napoleão Napoleão diz-nos para estarmos atentos. Para confiar apenas nos planos mais simples, que podem ser entendidos e aceites por todos e que pela sua simplicidade e clareza são muito mais facilmente implementáveis. A inabilidade para perceber as novas realidades, segundo Tom Peters, resulta “da incapacidade de se identificar e lidar com problemas novos, com pessoas novas, com conceitos novos, com novas ideias”. Ou seja, encarar os outros como elementos cooperadores e não competitivos. O mesmo autor afirma ainda que “Escutar é a rainha das competências essenciais”. Escutar é … o maior sinal de respeito; escutar é … aprender; escutar é a condição sine qua non da renovação; escutar é … essencial para considerar opiniões diferentes. Devemos ter sempre presente a velha sabedoria do atravessar de linhas de comboio: “Pare. Escute. Olhe”. Sejamos construtores de uma “audição estratégica eficaz”. Só assim, será possível interpretar as realidades singulares a enfrentar, preparar as decisões específicas a tomar e prever as consequências prováveis dessas decisões. O desafio fundamental é deixarmos de ser reativos e passarmos a ter um método sistemático de gestão do quotidiano, um método que enfrente com honestidade e sem hesitação as realidades do funcionamento da sociedade. O problema de uma deficiente perceção da realidade é a quantidade de tempo e esforço que tem de se gastar para retomar. As pequenas mudanças podem ter grandes consequências. O mundo muda porque Grupos de pessoas estão permanentemente a fazer coisas de forma diferente e melhor.
Jorge Carvalho