Depois das mudanças brutais ocorridas nos equilíbrios político-partidários na Madeira, na sequência das últimas eleições autárquicas. Depois dos festejos pelas vitórias históricas sobre um regime de “único partido” e “único importante”. Depois da afirmação (tardia, talvez inesperada mas possante…) da democracia, da alternância e da vontade popular.

Depois de tudo isto, as expectativas estão elevadas. Grandes responsabilidades, pois, para aqueles que ganharam as Câmaras e as Juntas da nossa Região. Grandes responsabilidades, em particular, para o PS Madeira que deve ser o catalisador deste processo, liderando, estruturando e coordenando as dinâmicas da mudança.

De resto, com eleições europeias a curto prazo, regionais antecipadas prováveis e legislativas nacionais dentro de um a dois anos gerar-se-á uma elevada dinâmica de transformação em que ou se consolidam resultados ou tudo se perde em pouco tempo.

A meu ver o PS-M deve rapidamente levar a sociedade madeirense à mobilização e à reflexão. Deve propor um CONTRATO SOCIAL PARA O PROGRESSO a toda a sociedade civil, aos partidos da oposição, aos independentes, às organizações empresariais e sindicais. A todos.

Esse Contrato deve partir de uma reflexão sobre O QUE QUEREMOS SER EM 2020/2030. Que Sociedade, que Economia nos próximos 10, 15, 20 anos? Deve propor que juntos criemos UMA VISÃO PARA A MADEIRA que responda a questões como: Uma economia centrada no turismo? Um turismo de cluster ou isolado? Uma agricultura com funções renovadas no plano económico, social e ambiental? Protegida ou concorrencial?

Serviços internacionalizados? Competências e recursos humanos externos atraídos? Como? Uma universidade realmente integrada na sociedade?

Uma sociedade com capacidade de inovação e de empreendedorismo? Como? Que papel para os jovens? Uma relação mais activa com a África próxima? Como manter níveis elevados de protecção social face a desempregos elevados por um período longo? Como atingir sustentabilidade ambiental, social e económico-financeira? Que Estado queremos? Que mercado queremos?

Maximiano Martins