Leitora identificada No passado dia 2 de Outubro de 2013, dirigi-me ao Centro de Saúde de Machico, ao Serviço de Urgências, a fim de ser vista por um médico, uma vez que o meu estado de saúde inspirava cuidados urgentes.
Dei entrada pelas 13:53h e aguardei pacientemente a minha vez. Ao fim de uma hora ainda não tinha sido atendida, mas verifiquei com espanto que outra utente que chegara muito depois de mim, foi rapidamente atendida, assim que uma funcionária a viu à espera. Isto, completamente às claras! A funcionária ainda disse em alto e bom som, que a tal utente já deveria ter chamado por ela, para não ter de estar à espera. Daí a pouco a cena repetiu-se já com outra utente, e já com outro funcionário do serviço.
Claro que esta situação deixou-me indignada e dirigi-me á recepção com o intuito de indagar se o Centro funcionava com o recurso a cunhas. Isto após 2 horas de espera.
Lamento que assim seja, e fiz questão de deixar claro à médica que acabou por me atender, que apesar de não ter uma cunha, também estava com dores e se me dirigi a um serviço de urgência, é porque não podia esperar por uma consulta. A resposta foi que não sabia do que eu estava a falar.
Infelizmente, nesta ilha, ainda muitos serviços funcionam desta maneira, esquecendo-se por vezes os direitos que todos temos à igualdade e tratando conhecidos e amigos com celeridade, deixando os demais comuns utentes à espera que haja “pachorra” para os atender.
Obrigada ao funcionário da recepção que prontamente me ofereceu o “livro amarelo” para reclamar, o que recusei apesar de ser um direito, mas penso que publicamente a mensagem chegará mais depressa a quem de direito.