M F Sousa Em São Vicente, é vergonhoso o que se passa na Escola Básica e Secundária Dona Lucinda Andrade. Não é por acaso os resultados que a escola apresenta. A meu ver isto deve-se a alguns factores perfeitamente identificáveis e a outros que por desconhecimento não consigo aqui expor.
Os horários parecem que são feitos sem ter em conta os alunos. São uma vergonha. E isto permite que estejam horas à espera do transporte sem aulas, fora da escola. A qualquer hora pode ver-se grupos de alunos nos cafés, nos arredores, junto a uma creche, a fumar (e não só) e na estrada.
Até me admiro como já não houve atropelamentos. Faltam às aulas (?).
Criou-se nos alunos a mentalidade de quero posso e mando e parece que não respeitam nem professores, nem pessoas que por lá têm necessidade de passar, nem habitantes das redondezas. Parece uma escola em aluno-gestão.
Tudo isto e certamente mais, sem que o Concelho diretivo faça o que quer que seja! Ninguém parece estar interessado em chamá-los à atenção nem em reunir com os pais. Isso dá muito trabalho e o Conselho Diretivo não está para se cansar. Parece que estão lá para arranjarem tempo para outros interesses ou para não darem aulas.
Mas também que moral tem um senhor que quando era professor dava apenas meia hora de aulas num tempo de hora e meia e saia?
Bem mas pelo que sei, agora que está no Conselho Diretivo, esse mesmo senhor pensa que é dono da escola e do mundo. E segundo parece até dá lições de moral aos colegas, rege-se por “leis” que ele próprio “arranja”, conseguindo, inclusive, levar dinheiro aos alunos pelos cacifos sem passar recibo e perseguir alguns professores - aqueles que não são da sua cor política(?). Já alunos e professores da sua cor política estão com sorte. Os alunos podem portar-se mal mas não lhes acontece nada. Os professores têm a sua total simpatia e favores.
E ninguém intervém? Que diz a Secretaria da tutela a isto? Não pode haver um inquérito à atuação do órgão de gestão da escola? É que está aqui em causa o futuro de muitos jovens que por terem total ”autonomia” na escola pensam que são os donos do seu próprio futuro e estão a habituar-se a viver sem regas e sem respeitar quem quer que seja.