Hoje, mais do que nunca, falamos de crise, debatemos problemas, ligamos a televisão e ouvimos falar incessantemente de crise, de problemas e de desgraças. As pessoas, em geral, habituaram-se a ser pessimistas, profetas da desgraça. Poucossão, os que conseguem dar a “volta por cima” e passar da crise à oportunidade. Este é um momento único da nossa História, enquanto pessoas singulares e também como povo integrante de uma sociedade. Confesso que sou optimista por natureza. Olho em frente e consigo ver muitas oportunidades. Vejo no meio de todo este turbilhão, um sem número de oportunidades e desafios. É disto e, sobre isto, que muito gostaria que fossemos capazes de parar e pensar um pouco. Já diz o ditado, que “ não se fecha uma porta, que não se abra uma janela”, ou seja, mesmo nas situações mais negativas e menos prósperas, devemos habituarmo-nos a ter um olhar de alegria e optimismo, de esperança, de construção e de oportunidades. Devemos deixar a “crise” e passar ao acto de “criar”, bastando para isso, tirar apenas um “s” da “nossa” crise. Temos de criar oportunidades, criar esperança, acreditar que conseguimos, que com trabalho e dedicaçãoconseguimos superar dificuldades. Temos de nos habituar a ser optimistas enão viver debaixo do cinzentismo e negativismo. Definir objectivos, timings de execução e acreditar que atingimos os nossos objectivos. Esforçarmo-nos por fazer um mundo melhor, que seremos “um” e não “mais um” no meio da nossa sociedade. O futuro precisa de inovação, de capacidade e de liderança. De pessoas que acreditem e que construam, que abandonem as dificuldades e a crise, e que criem oportunidades. Precisamos todos de fé e de esperança em fazer mais e melhor. Aproveitar o tempo de dificuldades para criar e potenciar, criar sinergias, trabalhar em conjunto e inovar. Pensar e desenvolver ideias, sermos arrojados em soluções. Fazer hoje e não amanhã. Lutar e acreditar que conseguiremos fazer diferente, que vamos superar as barreiras que se nos deparam. Vamos criar e não ficar reféns da crise.
Pedro Calado