Leitor identificado No passado dia 23, faleceu meu filho de 40 anos, no Hospital dos Marmeleiros-Funchal. Fui informado pela minha irmã, só no dia 24 pelas 17horas, pois não me contactaram por desconhecerem o meu numero de telefone e morada. O meu filho solteiro, sem profissão, andava no mundo que não era o melhor, achava-se independente e a muito que recusava apoio de familiares e amigos. Como não tinha-mos quaisquer documentos e queria-mos ter a confirmação do facto, ligamos para o Hospital dos Marmeleiros onde obtivemos como resposta que não podiam dar informações por telefone. Contactei com uma Agencia Funerária e a mesma prontificou-se em ajudar, entrando em contacto com o funcionário da morgue do Hospital dos Marmeleiros a fim de saber se existia algum falecido nos serviços, com o nome (…) Como o mesmo não esteve de serviço no dia anterior entrou em contacto com o colega e disseram que outra Funerária (…) já estava a tratar do caso e que o corpo estava na camara frigorífica. Minutos mais tarde recebo, um telefonema da minha irmã, que deu um número de contacto de telemóvel de um enfermeiro, para que fosse ter ao Hospital ou que entrasse em contacto. Por decisão conjunta, eu e o Agente Funerário só fomos no dia 25 as 8:50horas. Ao chegarmos ao Hospital, o funcionário da morgue tratou-nos mal e com arrogância, mas entregou um documento da morte. Foi pedido na receção para irmos ao andar saber se existia algum documento BI, Cartão Cidadão… Ao chegar ao andar, o tal enfermeiro, disse que não tinha documentos e se a família não pudesse pagar que ligava para a Abraço que nestes casos eles ajudam a pagar o funeral e que pensavam que o falecido não tinha família e mais… Se não existisse familiares e um corpo abandonado, era uma Agencia Funerária local que tratava do Funeral Social, ou não, como a lei o diz, e nunca uma outra (que dizem afamada) do concelho vizinho. É do meu conhecimento e a lei é clara, são os familiares a escolher a Funerária e nunca funcionários dos Hospitais, Centros de Saúde, Lares, Clinicas, Bombeiros e Policias. Se há angariadores de funerais quem é que paga os extras? Como é possível se para levantar documento do falecido “Guia Transporte” é preciso uma credencial assinada por um familiar e com fotocópia de BI, ou cartão de Cidadão e a outra Funerária não tinha nenhum documento e já tinha ligado para saber se a “Guia de Transporte” estava pronta? Tendo conhecimento de jogos sujos quando há mortos, e Funerárias a minar hospitais, Casas de Saúde, Lares e Centros de saúde, acho no meu direito de colocar isto em público para conhecimento geral, porque na factura do funeral vão ter de pagar de alguma forma o sustento e as manhas dos abutres que dizem que fazem mais barato e por detrás há uma grande rede. O meu filho já descansa em Paz, e na sua última morada.