Na hora de fazer contas, convém ver para além do preço Esta é uma questão cada vez mais colocada. O preço. O que não é de estranhar num país resgatado. Mas, como definir caro ou barato um produto ou serviço? E qual o verdadeiro valor do preço? A maioria dos consumidores, creio, compara os preços finais de venda ao público e toma por certa a decisão de que o mais barato é, realmente, o mais barato. Numa economia deprimida como a nossa o preço é tendencialmente a característica mais saliente do produto aos olhos do consumidor. Porém, o preço é apenas uma das características do produto/serviço, podendo ser enganador. Produtos mais baratos têm tendencialmente menor qualidade, durabilidade, sabor ou versatilidade. Por isso, onde aparentemente poupamos, acabamos muitas vezes por ter gastos superiores. Dois exemplos práticos: um detergente mais barato que se consome mais depressa torna-se a prazo mais caro e os sucessivos carregamentos de um cartão telemóvel tornam-se muitas vezes e a prazo mais caros do que uma assinatura mensal fixa. Contas feitas, não é apenas a conta fácil de olhar para o preço final que deve pesar, a meu ver, na contabilidade do consumidor. Especialmente em tempos de escasso poder de compra como os que vivemos, as contas dos consumidores não devem resumir-se a esse dado, mas sim aos factores de custo/benefício que cada produto nos apresenta. Se pensarmos que por detrás de cada produto existe uma marca, suportada por empresa que conhece melhor do que nós o mercado em que opera e os preços que a sua concorrência apresenta, por alguma razão não optou por apresentar-nos um preço mais baixo. Por isso, na hora de fazer contas, convém ver para além do preço. [email protected] Luís Sena Lino Consultor de Marketing e Comunicação

Na hora de fazer contas, convém ver para além do preço

Esta é uma questão cada vez mais colocada. O preço. O que não é de estranhar num país resgatado. Mas, como definir caro ou barato um produto ou serviço? E qual o verdadeiro valor do preço? A maioria dos consumidores, creio, compara os preços finais de venda ao público e toma por certa a decisão de que o mais barato é, realmente, o mais barato. Numa economia deprimida como a nossa o preço é tendencialmente a característica mais saliente do produto aos olhos do consumidor. Porém, o preço é apenas uma das características do produto/serviço, podendo ser enganador. Produtos mais baratos têm tendencialmente menor qualidade, durabilidade, sabor ou versatilidade. Por isso, onde aparentemente poupamos, acabamos muitas vezes por ter gastos superiores. Dois exemplos práticos: um detergente mais barato que se consome mais depressa torna-se a prazo mais caro e os sucessivos carregamentos de um cartão telemóvel tornam-se muitas vezes e a prazo mais caros do que uma assinatura mensal fixa. Contas feitas, não é apenas a conta fácil de olhar para o preço final que deve pesar, a meu ver, na contabilidade do consumidor. Especialmente em tempos de escasso poder de compra como os que vivemos, as contas dos consumidores não devem resumir-se a esse dado, mas sim aos factores de custo/benefício que cada produto nos apresenta. Se pensarmos que por detrás de cada produto existe uma marca, suportada por empresa que conhece melhor do que nós o mercado em que opera e os preços que a sua concorrência apresenta, por alguma razão não optou por apresentar-nos um preço mais baixo. Por isso, na hora de fazer contas, convém ver para além do preço. [email protected]

Luís Sena Lino Consultor de Marketing e Comunicação