Da semana que passa ficam sob suspeita:

Os regressados. Depois da opção pela missão autárquica muitos regressam por estes dias, sem saber o que fazer, ao local que deixaram, alguns, no século passado. Esperam-lhes tarefas que não estão habilitados a desempenhar, algumas das quais impossíveis de aprender em tempo útil. Mais sorte têm os destacados da máquina pública, compensados pelos desempenhos prestados com colocação imediata em cargos de chefia ou em serviços de utilidade duvidosa, mesmo que tenham parado no tempo. Afinal, a ingratidão não atinge todos os desempregados da política.

Os programadores. Acordaram de uma hibernação profunda. Consta que têm projectos ímpares e soluções inéditas para revitalizar jardins e parques, vales e montanhas, fóruns e museus, tudo o que seja passível de ser palco para Câmaras não afectas ao PSD e para privados com criatividade darem um ar da sua graça e bem estar à população. Se o Governo Regional tivesse vergonha apressava-se a dar outro uso ou imagem àquilo que tem em mãos. As estradas regionais abandonadas, as infraestruturas degradadas das Sociedades, as lagoas inauguradas três vezes por encher, as ETARs que não funcionam, os carros sem peças e sem revisão, as ribeiras por limpar e as obras inacabadas são alguns dos casos a merecer atenção dos mestres do delírio que se alimentam de ódio e se vingam de forma arruaceira das derrotas eleitorais.

Os chantagistas. Estão de volta. Sejam de que partido forem, tenham o estatuto que compraram ou herdaram, castigam quem desobedece em nome de uma causa maior. Ameaçam quem se disponibiliza para contrariar interesses instalados. Limitam poderes dos eleitos. Pedem lista de 'traidores'. Vendem o que não lhes pertence. Boicotam a inovação. Esta gente julga que o défice de bom senso dá prestígio e votos?.

Os derrotados. Marítimo e Nacional perderam depois de terem prometido pontuar. Efeitos da excessiva convivência e cumplicidade com a política doméstica?

Os bárbaros. Eles e elas, todos quantos pensam mais em si do que naqueles que fazem sofrer. Lá como cá, há intimidades que os públicos não deviam conhecer. Os filhos dos notáveis não escolheram os pais que têm, mas não é por isso que devem ser privados do direito à privacidade e à felicidade.