O presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), Francisco Calheiros, disse à Lusa que os resultados positivos obtidos pelo setor durante o verão se devem ao investimento feito e à resistência dos empresários.
Assim, para Francisco Calheiros não tem sido apenas o fluxo turístico desviado do Médio Oriente pela chamada "Primavera árabe" que tem levado a uma melhoria do setor, mas também o "investimento na promoção, na requalificação dos empreendimentos, no apoio a novas atividades turísticas, na qualificação dos recursos humanos, na segurança e, sobretudo, na resiliência dos empresários do sector".
"Tendo como base dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), podemos verificar que o setor em geral está a ter um desempenho positivo em comparação com 2012, mas é preciso não esquecer que este resultado tem a ver sobretudo com o aumento do número de turistas e não com um retorno proporcional uma vez que os preços se mantêm baixos", lembrou o dirigente da CTP, em respostas escritas à Lusa.
Francisco Calheiros recordou, ainda, que "o setor do turismo é responsável por 14% das exportações de bens e serviços, 10% do Produto Interno Bruto e 8% do emprego no país", tendo Portugal "um bom produto, essencial para a recuperação da economia, mas é fundamental continuar a investir nele, nomeadamente, no que se refere à sua competitividade fiscal".
"A manutenção de uma carga fiscal pesadíssima, a nível do IVA, em sectores como a restauração e o golfe, determinantes para a competitividade do turismo, são algo que nos preocupa, tanto mais que o sector do turismo deu, apesar desse fardo, sinais da sua capacidade de recuperação", acrescentou.
No acumulado entre janeiro e agosto, o turismo nacional registou um aumento de 3,8% em hóspedes e uma subida de 4,9% em dormidas, assente no crescimento dos estrangeiros, segundo dados divulgados pelo INE já este mês.
Também os proveitos totais aumentaram em 4,9% entre janeiro e agosto deste ano face ao homólogo de 2012, com o rendimento médio por quarto disponível (RevPar) a ter subido 5,7% para 31,8 euros.
