Luís Guilherme Ferreira Sempre tive dificuldade em compreender como há pessoas que abandonam os animais e os molestam quando para mim eles são os meus melhores amigos. Para confirmar aquilo que disse anteriormente tenho diversos casos passados com os animais que comprovam que os ditos irracionais dão sinais de muita inteligência, compreendem-nos e só não falam como nós. Tínhamos uma gata siamesa de nome “Grace” que era muito meiga, que nos acompanhava sempre para todo o lado e passava todo o tempo dentro de casa. Numa noite de inverno como estava chuva e muito frio, acendi a lareira e antes de me deitar, como é natural, apaguei o lume. Por volta das 3h da manhã a Grace irrompeu no meu quarto e saltou para cima da cama miando aflitivamente. Abri os olhos, o quarto estava cheio de fumo. Corri para a sala e vi que a lenha de reserva que estava no compartimento inferior da lareira, devido ao imenso calor, incendiou-se. Já se viam labaredas a sair pela lareira e toda a casa estava cheia de fumo. Abri as portas e janelas e apaguei o lume. Graças a Deus nada aconteceu. O alerta que a Grace nos transmitiu salvou nos a vida. Viveu muitos anos em nossa companhia e nos últimos tempos da sua vida mais de uma vez foi internada na clínica para levar soro e vitaminas. Um dia a Grace desapareceu e encontrei-a debaixo da cama. Levantei-a e nos meus braços, arregalou os olhos, deu dois miados e morreu no meu colo. Ainda hoje lembro com saudade a vida da minha Grace. “Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos animais.”