A expansão do futebol como actividade democrática e massificada ganhou força no início do século XX, período onde a instituição do domingo como dia de descanso semanal, dia dedicado à família e, para muitos, às actividades desportivas, permitiu fazer surgir um enorme interesse pela actividade desportiva e seu acompanhamento quotidiano. Na Madeira este interesse surge a partir de 1910 com a criação de vários clubes e associações desportivas contabilizando, apenas até 1926, o surgimento de 40 clubes e de 17 núcleos desportivos.
O Marítimo e o Nacional vêem nascer, em 1913, uma associação de recreio, o União Foot-Ball Club, cujos fins, de acordo com os Estatutos datados de 1923, “são exercicios desportivos, nauticos e terrestres”. O União Foot-ball Club, cuja nomenclatura deixava clara a intenção da sua origem, surge, também, na Rua de St. Maria, fruto de uma contenda entre membros que integravam a equipa do Grupo União Marítimo, uma equipa de infantis que era “constituído por jovens do Almirante Reis”. Era uma equipa associada ao Marítimo até ter existido uma discussão em torno da compra, sem autorização, de duas “balizas [que] custaram dois escudos e setenta centavos! pertencentes ao entretanto extinto Clube Operário Madeirense”. Dessa discussão resultou a separação da equipa tendo César da Silva, meu bisavô, levado para a sua casa a 1.ª sede do União, a 1/11/1913.
Na década de 40 do século XX, o clube entra em crises sucessivas. Tentando recuperar na década seguinte, entra numa era de grande actividade desportiva, em muito, devido ao mestre Medina, jogador que fez furor e quem, através do hino, o União imortalizou. O clube continua a ser um grande dinamizador de diversas actividades desportivas que englobam muitos jovens, enquanto atletas, e muitas pessoas, enquanto adeptos chegando, hoje, após 100 anos de existência a ser seguido por muitos sócios.
Andreia Nascimento