A distribuição do rendimento em Portugal é de 52% para os detentores do capital e apenas 48% para o trabalho, incluindo a Segurança Social.
Das receitas ,75% são pagas por aqueles que só possuem 40% da riqueza nacional. Pelo contrário , 25% da receita é paga por aqueles que detêm 52% da riqueza produzida. Assim se vê a opção do Governo!
A Democracia está suspensa e quem manda efetivamente são os credores como a Troika e os mercados! Depois de anos a aumentar brutalmente os impostos, o Governo quer provar aos credores que ganhou coragem para esfolar os salários da Função Pública e as pensões dos reformados.
Num País onde um quinto da população é analfabeta e apenas 12% tem curso superior, corta-se na educação 6,7 %! Não seria a melhoria dos índices de qualificação da população um fator determinante para combater as desigualdades?
Um povo doente é menos produtivo mas reduz-se 9,4% na saúde.
Os aposentados da CGA têm um corte de 10% nas pensões acima dos 600 euros brutos e as de sobrevivência acima dos 419 euros terão cortes de 10% .
A baixa do IVA na restauração não passou de uma miragem, daquele Ministro da Economia do CDS, agora um «soldado disciplinado» do Governo! Não é desilusão . Este é o Governo da traição ás pessoas e ao mundo do trabalho.
Corta - se 2,6 % nos apoios á agricultura, quando precisamos de produzir mais, criar emprego e substituir importações, mas aumenta-se 6,8 % para a Defesa e em mais de 8% para os custos do aumento do número de ministros do Governo.
Urge exercer a «repressão financeira», assim como um esforço renovado na coleta de impostos « sobre os mais ganhadores» a nível mundial, assim como a procura de riqueza que se encontra «escondida nos off-shores» e que os Estados sabem onde estão. Urge substituir esta gente que desgoverna o País.
Dirio Ramos