José Freitas Aquando das últimas eleições autárquicas, no discurso do ponto da situação por parte do PSD, o presidente do PSD-Madeira e do Governo Regional, frisou por várias vezes, que o povo, tem de obrigar os governantes a cumprirem as suas promessas.

A 2 de Julho de 2011, o governo em final de mandato reprogramou o seu programa, para o quadriénio seguinte. Onde dá enfase, no que se refere a obras em São Vicente, à necessidade de consolidação da escarpa litoral da Ponta Delgada, conforme consta na página 6 do documento contido no link que se segue, para efeitos probatórios:

http:/srrh.gov-madeira.pt/Portals/4/2%20de%20Julho%202011.pdf, O Governo, já estava ao corrente da má conservação das muralhas de suporte, do arruamento de acesso ao porto da Ponta Delgada, ainda antes da ocorrência do fatídico temporal do dia 20/02/2010. Fruto das vibrações mecânicas entre Abril e Maio de duas máquinas e da força marítima, a estrada colapsou em Julho de 2013, para o mar,dada a destruição total da muralha na zona afectada.

Depois disto, o sítio ficou mais frágil e a piscina acabou por ficar privada de poder renovar eficientemente as suas águas, dado que a captação se realizava exactamente na zona atingida.

O mais estranho, em termos comparativos, é vermos o pequeno núcleo populacional, na zona do Rosário, em São Vicente, ter a ribeira entubada em muralhas, procedimento contrário à própria Comissão Europeia, que alerta para a necessidade de renaturalização dos cursos de água. Na Ponta Delgada, nem o Sítio do Tanque, situado a poente, nem a zona balnear (as zonas mais problemáticas), foram alvo de qualquer obra.

Pergunto-me, quando o Governo irá cumprir a prometida obra da consolidação da escarpa litoral da Ponta Delgada. Uma obra tão fundamental para a defender da força constante e violenta do mar, muito superior ao mero comportamento episódico da ribeira da Vargem, em São Vicente. É o caso para dizer,que: “O Feitiço voltou contra o Feiticeiro”.