O modelo transitório de promoção turística externa para 2014 reforça o papel das empresas e das regiões e corresponde "em linhas gerais" ao que será aplicado a partir de 2015, afirmou o secretário de Estado do Turismo.

Adolfo Mesquita Nunes explicou que se trata de um modelo transitório porque implica uma reorganização institucional "que não se faz de um dia para o outro", mas declarou que é "satisfatório".

O protocolo que foi hoje assinado envolve o Turismo de Portugal, a Confederação do Turismo Português (CTP), as Entidades Regionais de Turismo (ERT) e as Agências Regionais de Promoção Turística e junta a promoção e a comercialização da oferta.

Segundo o secretário de Estado, o modelo adotado para o próximo ano contém já algumas "decisões políticas" e vai continuar a ser trabalhado para reforçar o papel das entidades privadas.

"A intenção é agrupar os privados numa agência nacional de promoção turística", sublinhou.

Quanto a financiamento, estará condicionado à aprovação do Orçamento do Estado (OE).

Adolfo Mesquita Nunes escusou-se a avançar com verbas, mas admitiu que possa haver uma redução.

De acordo com o novo modelo, as ERT vão passar a ter assento no Conselho Estratégico de Promoção Turística, bem como a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e a ANA (Aeroportos de Portugal).

O objetivo passa também por reforçar a interação com outros ministérios e setores como a indústria e a cultura.

O mecanismo de financiamento dos planos regionais mantém-se: por cada euro investido pelas empresas privadas, corresponderá pelo menos euro da respetiva ERT e quatro euros do Turismo de Portugal.

Em 2015, o Governo pretende implementar um novo modelo, válido por três anos, e que "potenciará a utilização do novo quadro comunitário de apoio para a promoção do país".