Pedro Freitas Utilizo o seguinte meio para expor a minha situação um tanto ou quanto caricata. Passo a expô-la. Vivo no Caminho do Palheiro e como é do conhecimento geral, nesta zona houve uma intervenção muito prolongada a canalizações subterrâneas e por fim o asfaltamento das várias artérias. Durante meses os residentes tiveram que limitar as suas rotinas devido aos constrangimentos das obras e principalmente de modo a facilitar as mesmas. Ora, passado a maior parte do processo de obras, na altura do asfaltamento final, já ansiando pelo fim de tudo deparo-me com um amadorismo extremo de meter dó. Expectavelmente espera-se um acabamento profissional do asfalto mas a realidade é exactamente o oposto. Adufas mal levantadas, subida da cota do chão, erros que levaram a novos buracos, rebaixamentos do patamar devido ao chão mal calcado, entre outros desastres que foram pagos com dinheiros dos munícipes contribuintes. O que venho expor é um caso específico, na minha propriedade privada contempla uma entrada de carro asfaltada com ligação directa ao pavimento público. O que me foi feito é uma ofensa ao cidadão que paga vários impostos altíssimos obrigatoriamente e o retorno do mesmo é zero. Foi negligenciado completamente o interesse em deixar tudo como estava anteriormente. Primeiro deixaram uma parcela de terreno público com alcatrão temporário e todo irregular. Durante a azáfama das obras entraram constantemente no meu terreno privado sem nenhum tipo de pedido de autorização por parte dos moradores, logo violando o espaço privado. Danificaram o meu asfalto privado com “bobcats”, rolos, lagartas das “abre-valas” entre outras devassas do que não pertence á Câmara Municipal do Funchal. Sempre gentilmente e de boa fé nunca me opus de modo a facilitar as obras. De todo estava eu errado, deitaram-me remendos de má qualidade, danificaram-me o passeio devido a esses remendos e nem asfaltaram tudo o que era público. Posteriormente voltaram a entrar com mais máquinas e rolos de prensa danificando o que já estava mal remendado. Fiquei muito decepcionado porque existiu um ilibamento imediato do contratante da obra, neste caso a Câmara Municipal do Funchal, direcionando para o responsável da obra o pedido de reposição do meu asfalto privado tal como estava anteriormente. Mais uma vez deparei-me com amadorismo e negligência, fizeram “ouvidos de marcador” e resolveram da maneira que lhes bem apeteceu. Agora tenho que levar todos os dias com algo que não fui eu que fiz porque houve um claro aproveitamento da boa fé dos proprietários. E é isto que pessoas cidadãs honestas, idóneas e pagadoras de tudo o que é impostos, recebem de uma suposta Câmara que ouve o cidadão. Depois desta terei de recorrer á reclamação escrita na Câmara e proibir toda e qualquer entrada de máquinas no terreno privado porque sei que o retorno disso será negativo. Até leva-me a querer que existem tratamentos desiguais nestas circunstâncias, talvez pelo modo em que se amealha o “ganha-pão”. Em conclusão, fico com uma enorme tristeza porque neste caso ter facilitado e ajudado tudo resultou negativamente para mim. Para nunca mais.