O dia 29 de setembro foi um marco histórico na história da democracia na Madeira. Foi a alegria de poder confirmar que é possível MUDAR sem demagogias, sem brindes, sem discursos vazios, sem malcriações, sem ataques pessoais, sem escorregar nas diversas cascas de banana que foram colocadas no piso, sem ter medo dos pequenos e grandes lobbies que estão instalados em todo o lado, com a certeza de que só com MUDANÇA é que se consegue que a Madeira fique melhor. Gostei muito de viver a noite eleitoral. Até esqueci por algumas horas os problemas que afligem a nossa vida. Foi memorável! Foram muitos os ataques durante a campanha. Alguns às claras, mas muitos em surdina e pela calada. Os cobardes normalmente têm medo de dar a cara. E ainda houve quem acreditasse que a coligação formada pelos 6 partidos não chegaria à noite eleitoral. Chegámos, vitoriámos, abraçámos e beijámos quem não pensa da mesma maneira sobre muitos assuntos. Cantámos a Grândola. Gritámos que o Povo unido jamais será vencido, porque sentimos que, todos juntos, estávamos a escrever uma nova página na história política da Madeira. É verdade, estávamos a festejar a eleição do Paulo Cafôfo e da sua equipa de vereadores(as) que vão dirigir os destinos do Funchal. Estávamos a festejar as cinco Juntas de Freguesia que todos juntos conquistámos. Estávamos a festejar a maioria na Assembleia Municipal do Funchal. Mas conseguimos festejar todos os ganhos da oposição nos outros 6 Concelhos, sem preconceitos e sem sectarismos porque, quem quer uma MUDANÇA a sério na Madeira, tem consciência da importância dos 7 a 4 que desta vez fizeram murchar a habitual arrogância da festa laranja nas noites eleitorais. Soube muito bem. Há quem tivesse ficado feliz por ter ficado de fora desta festa. Não consigo compreender, até porque precisamos de ter cada vez mais força para que os ganhos se reforcem no futuro. Quantos mais compreenderem que este é o caminho, mais fácil será de pôr fim a quase 40 anos de poder absoluto duma maioria que, felizmente, começa a cair de podre. Basta ouvir as conversas na rua para perceber que a perda do medo em dar opinião às claras é uma linda realidade. Temos que trabalhar muito para que estes ganhos se consolidem, pondo em prática outras políticas e outra forma de servir a causa pública. Todos e todas somos necessários(as). Provámos e provaremos que é possível os partidos e outras pessoas sem filiação partidária trabalharem em conjunto, em prol de objetivos comuns. Sem hostilizações e com sentido de responsabilidade, tendo como principal objetivo servir as pessoas e nunca delas se servir. Se foi possível no Funchal, é possível em toda a Região da Madeira. Basta querermos. Basta encontrarmos as pessoas certas para que isso aconteça. Basta reunirmos vontades e termos objetivos claros para servir as causas que preocupam a maioria dos(as) residentes na nossa Região. Quem me dera viver mais uma noite como a de 29 de Setembro, mas desta feita, para festejar a MUDANÇA em toda a Madeira. Está nas nossas mãos conseguir este feito. Aproveitemos, sem sectarismos e sem medo do que possa dizer quem quer que a podridão continue. Derrubámos algumas barreiras que pareciam ser intransponíveis. Falta continuar a “corrida” para derrubar as que faltam. Mãos à obra!

Guida Vieira