No passado dia 29 de Setembro quebrou-se um ciclo consecutivo de vitórias quase sempre absolutas por parte do PSD na Região desde 1976. Num total de onze Câmaras, os partidos da oposição sozinhos ou coligados e dois grupos de cidadãos independentes, com apoio dos partidos, venceram sete Câmaras Municipais, uma das quais o emblemático Funchal. Dia 29 de Setembro marca, por isso também, o início de um tempo novo na política regional. O povo madeirense demonstrou, de forma cívica e democrática, que sabe votar e que é possível a alternância política no poder local, e na governação regional. Que os responsáveis políticos pelas sete Câmaras ganhas ao PSD saibam marcar a diferença qualitativa relativamente ao estilo e ao modo de governar atendendo às reais necessidades das populações face aos sacrifícios que enfrentam diariamente. Por outro lado seria bom para a democracia, mas sobretudo, para o bem estar das populações que o governo regional soubesse interpretar estes resultados eleitorais, tratando todas as Câmaras por igual, sem qualquer ajuste de contas ou discriminações. O princípio da não discriminação e da humildade deve ser seguido também pelos novos dirigentes autárquicos. Refira-se a propósito que estão criadas enormes espectativas por parte da população que votou na mudança política. As pessoas, mais do que lutas ou querelas partidárias, querem isso sim, é ver os seus problemas resolvidos e são muitos. Estou certo que haverá sensibilidade e sentido de responsabilidade para governar olhando mais para o presente e o futuro do que ficar agarrado a querelas do passado. O que está em causa é o desenvolvimento económico e social da região e o bem estar e qualidade de vida da sua população.
João Isidoro Presidente do MPT-Madeira