Mais de 60 % dos alunos de nove anos, na UE, estão em escolas que não dispõem de equipamento digital Todas as crianças precisam de uma boa educação. As escolas são as principais fontes de educação e, sem professores empenhados, motivados e bem qualificados, as escolas não podem cumprir esta missão. Este é um dos pontos de partida de «Educação Aberta», a nossa nova iniciativa com vista a permitir que tanto os professores como os alunos colham os benefícios da revolução digital no domínio da educação. Hoje em dia, mais de 60 % dos alunos de nove anos, na União Europeia, estão em escolas que não dispõem de equipamento digital e 70 % dos professores afirmam que não estão a receber a formação que gostariam para a utilização das tecnologias digitais.. Em muitos casos, os programas escolares não fornecem o enquadramento adequado para se utilizarem as novas tecnologias, a fim de facilitar a aprendizagem. As desigualdades existentes na ligação das pessoas na era digital conduzem também a desigualdades a nível da educação. A abertura da Educação visa uma melhor organização dos nossos sistemas educativos do ponto de vista da pedagogia, dos conteúdos e das infraestruturas. É necessário mobilizar mais financiamento para as ações necessárias destinadas a apoiar estes três aspetos, tanto a nível da UE como a nível nacional. Em especial, quando se trata de pedagogia, a qualidade dos nossos professores é de importância primordial. Temos plena confiança nos nossos professores. É chegado o momento de os apoiar, para que estes possam integrar estas tecnologias no processo de aprendizagem. Alguns questionam se podemos permitir-nos fazê-lo numa época de austeridade? Contudo, a pergunta deveria antes ser a seguinte: podemos permitir-nos não o fazer? Investir na educação é o melhor investimento que podemos fazer nos nossos jovens.Há coisas simples que a União Europeia pode fazer para ajudar. Tais como manter o portal web «Educação Europa» aberto, que é lançado este mês. Este portal fornece recursos de utilização gratuita, que também estão isentos de direitos de propriedade intelectual, a fim de permitir um melhor ensino digital e uma melhor experiência de aprendizagem. quanto ao financiamento? A Comissão Europeia irá apoiar os objetivos da iniciativa «Educação Aberta» com financiamento proveniente do programa Erasmus+, o novo programa da UE no domínio da educação, da formação e da juventude, do programa Horizonte 2020, o novo programa para a investigação e a inovação, e dos fundos estruturais da UE. O programa Erasmus+, por si só, disponibilizará dezenas de milhões de euros para auxiliar as escolas e as universidades no sentido de trabalhem em conjunto, por forma a colherem os benefícios da revolução digital. Todos os materiais didáticos apoiados pelo programa Erasmus+ encontrar-se-ão disponíveis ao público ao abrigo de licenças abertas. As possibilidades de financiamento ao abrigo dos fundos estruturais e do programa Horizonte 2020 serão ainda maiores: cabe agora aos Estados-Membros e às autoridades regionais tornar as infraestruturas das TIC e a formação de professores uma prioridade. A iniciativa «Educação Aberta» irá ajudar os professores a fazer a transição, passando de guardiões para guias, e contribuirá para que a educação se torne mais acessível, de modo a que todas as pessoas, desde escola até à «universidade da vida», viajem a bordo do «expresso digital». * Vice-Presidente responsável pela Agenda Digital, em artigo feito em parceria com Androulla Vassiliou, Comissária Europeia para a Educação, a Cultura, o Multilinguismo e a Juventude Neelie Kroes

Mais de 60 % dos alunos de nove anos, na UE, estão em escolas que não dispõem de equipamento digital

Todas as crianças precisam de uma boa educação. As escolas são as principais fontes de educação e, sem professores empenhados, motivados e bem qualificados, as escolas não podem cumprir esta missão. Este é um dos pontos de partida de «Educação Aberta», a nossa nova iniciativa com vista a permitir que tanto os professores como os alunos colham os benefícios da revolução digital no domínio da educação. Hoje em dia, mais de 60 % dos alunos de nove anos, na União Europeia, estão em escolas que não dispõem de equipamento digital e 70 % dos professores afirmam que não estão a receber a formação que gostariam para a utilização das tecnologias digitais.. Em muitos casos, os programas escolares não fornecem o enquadramento adequado para se utilizarem as novas tecnologias, a fim de facilitar a aprendizagem. As desigualdades existentes na ligação das pessoas na era digital conduzem também a desigualdades a nível da educação. A abertura da Educação visa uma melhor organização dos nossos sistemas educativos do ponto de vista da pedagogia, dos conteúdos e das infraestruturas. É necessário mobilizar mais financiamento para as ações necessárias destinadas a apoiar estes três aspetos, tanto a nível da UE como a nível nacional. Em especial, quando se trata de pedagogia, a qualidade dos nossos professores é de importância primordial. Temos plena confiança nos nossos professores. É chegado o momento de os apoiar, para que estes possam integrar estas tecnologias no processo de aprendizagem. Alguns questionam se podemos permitir-nos fazê-lo numa época de austeridade? Contudo, a pergunta deveria antes ser a seguinte: podemos permitir-nos não o fazer? Investir na educação é o melhor investimento que podemos fazer nos nossos jovens.Há coisas simples que a União Europeia pode fazer para ajudar. Tais como manter o portal web «Educação Europa» aberto, que é lançado este mês. Este portal fornece recursos de utilização gratuita, que também estão isentos de direitos de propriedade intelectual, a fim de permitir um melhor ensino digital e uma melhor experiência de aprendizagem. quanto ao financiamento? A Comissão Europeia irá apoiar os objetivos da iniciativa «Educação Aberta» com financiamento proveniente do programa Erasmus+, o novo programa da UE no domínio da educação, da formação e da juventude, do programa Horizonte 2020, o novo programa para a investigação e a inovação, e dos fundos estruturais da UE. O programa Erasmus+, por si só, disponibilizará dezenas de milhões de euros para auxiliar as escolas e as universidades no sentido de trabalhem em conjunto, por forma a colherem os benefícios da revolução digital. Todos os materiais didáticos apoiados pelo programa Erasmus+ encontrar-se-ão disponíveis ao público ao abrigo de licenças abertas. As possibilidades de financiamento ao abrigo dos fundos estruturais e do programa Horizonte 2020 serão ainda maiores: cabe agora aos Estados-Membros e às autoridades regionais tornar as infraestruturas das TIC e a formação de professores uma prioridade. A iniciativa «Educação Aberta» irá ajudar os professores a fazer a transição, passando de guardiões para guias, e contribuirá para que a educação se torne mais acessível, de modo a que todas as pessoas, desde escola até à «universidade da vida», viajem a bordo do «expresso digital». * Vice-Presidente responsável pela Agenda Digital, em artigo feito em parceria com Androulla Vassiliou, Comissária Europeia para a Educação, a Cultura, o Multilinguismo e a Juventude

Neelie Kroes