Sérgio Potier Em primeiro lugar quero começar, desde já, por discordar de que a abstenção, votos nulos ou brancos, não contam nada para a vitória ou para a derrota de um qualquer partido. Pura e simplesmente porque numéricamente o que conta são os votos aritméticos atribuídos a cada partido. O resto é uma falácia da filosofia politica. O que é posto em causa é a legitimidade do regime democrático Mas vamos ao assunto que me interessa abordar neste artigo. Normalmente depois de umas eleições há e houve sempre a tendência de quem venceu (?) de pretender refrear o partido ou o politico vencido (?), obrigá-lo a fazer o que ele não quer, levá-lo a optar pela demissão. Ora, na minha modesta opinião, a decisão de se demitir será sempre sua, até porque não há poder respeitado que esteja submetido a um outro que não seja aquele que o detém. Quando o politico tiver decidido partir terá de o fazer por si próprio, sem ser compelido a fazê-lo por declarações ou censuras vindas do exterior. São questões internas dos próprios partidos. Recordo que, Paulo Portas, com os seus habituais arrufos se demitiu do partido (auto-desempregou-se) quando o CDS/PP teve um mau resultado numas eleições, e todavia, reposicionou-se e retomou novamente a presidência do partido, o que a meu ver, deu provas de uma avidez descontrolada. Mas ele pouco se importou com isso, a partir do momento em que foi novamente reeileito. Nessa época foi alvo de chacota de muita gente, excepto dos seus apaniguados. Portanto, o politico é senhor do seu tempo e não do tempo imposto por quem quer que seja, e terá de estar preparado para enfrentar sempre o julgamento popular, mesmo que a lotaria seja muito arriscada. Eleições autárquicas e legislativas não são a mesma coisa. São eleições diferentes. Para finalizar, apenas quero referir que a afirmação do Dr. Guilherme Silva no programa Parlamento da RTP/M (1/10 p.p.) de que o parido alemão ALTERNATIVA é de extrema direita porque é contra o euro, é mesmo só para rir.