Portugal vive uma situação de verdadeira catástrofe social, onde tudo é posto em causa e os sacrifícios são cada vez maiores e para os mesmos. Uma política que não protege a saúde dos cidadãos, não defende os mais frágeis na necessidade, que promove a fome, não pode ser apresentada como “o caminho para a prosperidade”. No passado, a maioria da população não viveu num “luxo asiático”, não teve acesso a fortunas, não cometeu excessos. Estas pessoas viveram a sua vida de acordo com os seus rendimentos e o seu “pecado” foi estudar, trabalhar, investir na educação dos filhos, ter a sua casa e o seu carro, pagar as suas contas e prestações. Agora, graças ao nosso desgoverno, somos reféns de um resgate, governados por quem não manda, donos de dívidas e senhores de nada, somos os que são castigados mas não somos verdadeiros culpados. Enquanto sofremos cada vez mais, os nossos “líderes”, sempre fortes com os fracos e fracos com os poderosos, prometem melhorias através dos nossos sacrifícios, mas as suas regalias mantêm-se. Parece que é para isso que servimos. Os mais conformados vão dizendo que “as coisas estão difíceis mas, enquanto tiver saúde, vai-se aguentando”... A saúde, como tudo na vida, não dura para sempre. Depois das recentes eleições, alguns “descobriram” que os Portugueses têm 3 grandes preocupações: a Saúde, o Desemprego e a Educação. Centremo-nos apenas na Saúde. Com uma população sem recursos e cada vez a alimentar-se pior, com a degradação da prestação de cuidados de saúde, com a ida de profissionais de saúde para o estrangeiro, falta de dinheiro nas famílias para medicamentos e exames, aumento de consumo de álcool e drogas, maior afluência a Centros de Saúde e Hospitais públicos cada vez menos financiados, com os prestadores privados à beira da falência, como é possível achar que esta situação vai dar bons resultados ou até prolongar-se por muito mais tempo? A resposta é óbvia: não pode!
Duarte Nuno Dória Licenciado em Gestão