Um novo tempo surgiu, no dia 29 de Setembro, quando os madeirenses e porto-santenses falaram alto, bem alto, com o seu voto. Não foi o fim da história, mas o início de uma nova era na Madeira, com outros protagonistas, outras políticas e o relançar da esperança, que nos havia sido roubada. Vivemos um tempo novo, um tempo de mudança, onde a política já não é uma questão dos partidos, mas de cidadania. Os cidadãos já não estão disponíveis para serem espectadores distantes, porque sabem que o alheamento da política nos colocou na situação difícil em que hoje estamos. Foi perceptível que os partidos da oposição abriram as portas a uma nova forma de estar na política, coligando-se, chamando cidadãos sem filiação partidária, deixando de concorrer em determinados concelhos e apoiando movimentos de cidadãos para construírem a mudança. A mudança serena, corporizada pelos madeirenses e porto-santenses, surpreendeu o PSD, agora reduzido a quatro câmaras, que representam 26% da população, enquanto do lado da mudança temos sete câmaras que representam 74% da população da Madeira e do Porto Santo. Estou certo que os sete magníficos, que foram os alicerces da mudança, em quem os cidadãos confiaram a liderança dos seus concelhos, irão surpreender pela positiva. Os ventos da história continuam a soprar em direcção a uma Mudança. Ainda há muitos que estão agarrados ao passado, que querem manter tudo como nas últimas quatro décadas. Querem a continuidade do mesmo partido a frente dos destinos da Madeira, alterando alguns protagonistas, para que tudo fique na mesma. Ou seja; mantendo-se no poder. O grande desafio, a grande “batalha”, será travado entre aqueles que querem uma Mudança de facto, como aconteceu em sete das câmaras da Região e aqueles que querem manter tudo como está, com o PSD no poder, maquilhando a realidade com uma alteração de protagonistas na liderança.
Victor Freitas Presidente do PS-Madeira