Pese embora alguns ventos de mudança que por aí pairam, o Nacional manteve a bitola das vitórias em Vila do Conde, após vitória caseira ante a Académica. Um resultado, que assenta no discurso que vimos mantendo neste início de época. Ou seja, este Nacional ainda não está no seu pleno, mas para lá caminha. E não fosse o célebre jogo sem assistência “inventado” pela Liga, em que também a sorte não sorriu aos madeirenses e o Nacional estaria a esta altura no 3º lugar da Liga, à frente dos históricos Benfica e Braga. No entanto, e apesar de tudo, o Nacional da Madeira está nos lugares cimeiros da tabela, nos lugares onde têm de andar os candidatos à Europa. Aos poucos, a equipa começa a ser desenhada e estará muito próxima do onze ideal. Em relação ao jogo com os academistas, apenas sofreu uma alteração, com a entrada do Jota no onze inicial. E foi logo o madeirense que ajeitou o esférico para o remate portentoso de Claudemir, que viria a abrir o marcador no jogo de Vila do Conde. Logo no início do segundo tempo, Manuel Machado teve o condão de “anular” o futebol do Rio Ave. A entrada de Djanniny foi preciosa a vários níveis. Primeiro, acelerou os contra-ataques da sua equipa, esteve em dois ou três lances que poderiam dar golo, depois fez tudo para João Aurélio marcar o 3-0, e ainda teve o mérito de “arrancar” dois amarelos a jogadores adversários. Com esta vitória, a performance do Nacional acaba por ser melhor fora de portas, do que em casa. Esta equipa está talhada para o contra-ataque e nas partidas em casa dos adversários essa pode bem ser a “arma-secreta” para atacar a Liga Europa. Isto, naturalmente, se em casa não surgir mais nenhum Arouca. De resto o Nacional é, a seguir ao Sporting, a equipa mais concretizadora da Liga, em jogos fora-de-portas. Os leões marcaram oito golos, contra os sete do Nacional, tendo os madeirenses, nesta altura, os mesmos (nove) golos marcados por Sp. Braga e Benfica, na totalidade das seis jornadas disputadas. Curiosamente são Sp. Braga e Benfica, os próximos adversários dos “alvi-negros”. Os jogadores do Nacional têm de olhar para esta realidade e interiorizar que nem uma, nem outra, são superiores ao Nacional. Ambos os “encarnados” desta Liga, estão ao alcance deste Nacional, mais para mais que entre os dois jogos vão distar 20 dias, garantindo tempo de recuperação e concentração. A finalizar, uma nota para a formação de Juniores do Clube Desportivo Nacional. Única representante madeirense nos campeonatos nacionais, a equipa de José Pedro voltou a vencer fora-de-portas – em Coimbra, ante a União local – e faz o seu campeonato de forma tranquila. Um trabalho excelente da parte dos técnicos José Pedro Jacinto e Idalécio Antunes, com grande força de vontade dos nossos atletas. No próximo Sábado, no Cristiano Ronaldo Campus Futebol, a equipa recebe o Benfica. O apoio dos adeptos é imprescindível!
Miguel Guarda