CJN Vivo numa freguesia em que se faz grandes festanças. A festa da castanha é a mais célebre, onde se vendem barracas que custam 100€, sem qualquer tipo de condições e que segundo a perspectiva dos dirigentes da Casa do Povo local, servem para os agricultores do Curral das Freiras venderem os seus produtos. Não sendo esta a realidade vivida, nas primeiras barracas colocam-se as pessoas/amigos de fora em locais privilegiados, só depois as sobras é que ficam para os agricultores da freguesia, acabando com uma das poucas oportunidades destes comercializarem os seus produtos. A Casa do Povo diz ter no seu currículo o desenvolvimento de vários projetos, mas nenhum consistente na criação de emprego para os muitos desempregados da nossa freguesia, a verificar-se, tem que pertencer ao círculo da família/amigos que tem gerido nos últimos 20 anos esta instituição. Desde sempre, a Casa do Povo, melhor dizendo, a instituição que mais parece uma casa privada, onde há festas restritas e as carrinhas só servem para proveito próprio dos seus dirigentes do que propriamente para o fim as quais destinam-se. Em tempo de crise e de forma a garantir o bem-estar deste ciclo vicioso, aproveitou-se a época eleitoral para alargar o “bastião” criando um novo lastro até a junta de freguesia do Curral das Freiras e à Assembleia de Municipal de Câmara de Lobos, garantindo e assegurando por mais alguns anos os seus belos prazeres… Nesta terra, onde a agricultura é um sector predominante e que garante a subsistência de muitas famílias, por isso deixo uma simples sugestão para uma poupança de largas centenas de euros, ao invés dos luxos e obras intermináveis nas instalações da instituição que se dizem servir o povo. Proponho a criação de projetos para a agricultura: investimentos em estufas, campos de sementeiras e outros pequenos projetos, pois estes permitem a criação de novos empregos e fixação de jovens, permitindo e reintroduzindo os inúmeros desempregados desta pequena freguesia, por um lado. Por outro, espero que reflitam comigo sobre este ciclo vicioso, e sobre as muitas dúvidas e questões de um simples habitante do Curral das Freiras... 1.ª - Por que razão a gestão da casa do povo passa de geração em geração? 2.ª -Por que razão coloca-se na presidência quem nada sabe da nossa cultura, das nossas tradições, nem tão pouco reside no Curral das Freiras? 3.ª - Por que razão já não se faz a distribuição dos alimentos provenientes da união europeia na casa do povo? 4º Por que se criam grupos culturais em momentos estratégicos e depois de já não serem «precisos» simplesmente são eliminados? 5.ª Onde é que estão a aplicar o dinheiro proveniente dos eventos, que segundo eles, dizem ser muitos e em prol da população?... Espero que o povo do Curral das Freiras abre os olhos, sob pena de hipotecarmos o nosso futuro e o futuro da novas gerações.