Os resultados das Eleições Autárquicas do passado domingo comprovaram aquilo que os mais atentos – do PSD e de outros partidos – já sabiam. Houve candidaturas social-democratas que alertaram, e até repetiram, que o melhor era Jardim não aparecer por perto. Dito e feito. O resultado está à vista. Os tempos áureos de Jardim cegaram-no. Porque já não consegue discernir os malefícios que produz, ao insistir que a sua presença e as suas tiradas bombásticas seriam forma de cativar eleitores. Puro engano. Isso foi chão que já deu uvas... Tal como já detectaram muitos social-democratas, Jardim a arrastar as botas neste estado de senilidade política, é o melhor trunfo que a Oposição pode ter. O que gera estados de alma antagónicos e, até há uns anos, impensáveis: o PSD a querer livrar-se de uma liderança que só atrapalha e a Oposição a desejar que o ‘elefante’ se mantenha dentro da ‘loja de cristais’ do PSD o máximo de tempo possível, até ‘aquilo’ ficar tudo partido... Interesses partidários de uns e de outros à parte, que se entendem apenas pela fobia dos resultados imediatos, conviria reflectir sobre o que é que leva tanta gente responsável a deixar determinadas situações se arrastarem desta forma. É nestas alturas incómodas que se diferencia quem é quem. Concretamente, no interior do PSD, passa a ser inadmissível que, tanto os acomodados como os incomodados, se deixem embalar, nada fazendo ou nada exigindo. Dir-me-ão que isso é problema interno. É verdade, mas este ‘jardinismo’ cambaleante, não faz estragos apenas no partido. Há um governo, há a responsabilidade de governar a Madeira. E esse é um problema de todos os madeirenses.