O País ainda está incrédulo com as cenas destas últimas semanas perguntando-se como é que um Presidente de uma importante associação de futebol fez aquelas figuras tristes após o jogo da Reboleira e nada ter acontecido entretanto. Também se questiona como é que um treinador de futebol ficou com o seu fato rasgado em pleno Estádio, em cenas mais próximas de um combate de Judo ou de luta greco-romana do que de um final de jogo de futebol. E questiona-se também sobre as motivações que podem levar um homem entradote, bem penteado, pai, líder de homens e modelo de muitos, a desafiar a polícia. O que é pode ter originado este comportamento? O stress? A pressão pelo acumular de frustrações que extravasaram subitamente naquele momento? O orgulho ferido? Aquela intensidade reactiva, mesmo com todas as desculpas e justificações que possam existir, tem um preço que se pode tornar definitivo de um momento para o outro: que o diga o “nosso” Mitchell Van Der Gaag, que quase perdeu a vida ao ter sofrido um ataque cardíaco em pleno jogo, levando-o a suspender prematuramente a carreira. Há que ter cuidado com a fantástica máquina que é o nosso corpo, porque este também falha quando menos se espera… Até breve

João MM Castro Psicólogo Clínico