José Ilídio Baptista Martins Em tudo o que aconteça no universo e para que a credibilidade funcione, é importante que o(s) critério(s) sejam uniformes. Não é isso - segundo o meu ponto de vista - que se tem verificado na atribuição do Melhor: Jogador e Treinador do Mundo em Futebol, particularmente em 2010 e 2012. Para Treinador foi considerado em 2010, quem venceu o Mundial. Correcto! Para Jogador prevaleceu o colectivo em detrimento do individual, é um critério discutível, mas é um critério. Ok! O que me causou estranheza foi a alteração de critério(s) na Gala do passado dia 07/01/2013, referente a 2012 e passo a explicar: já ouvi e li a classificação de estratosférica(o) - o que respeito - a uma Equipa e a um Jogador, que para quem gosta de Futebol não necessitam de citação individual. Custa-me a aceitar a dualidade de critérios nas nomeações para Melhor Treinador e Jogador pelas seguintes constatações: O Mr. JOSÉ MOURINHO ao consagrar-se Campeão de Espanha como Treinador do Real Madrid, destronando a Equipa que ostenta o cognome antes referido, teve uma tarefa muito mais árdua - por ser um campeonato, é mais difícil e desgastante do que uma prova em sistema de eliminatórias onde os factores sorte/azar são muito preponderantes - e portanto mais meritória e que devia ser coroada com a distinção de Melhor Treinador do Mundo em 2012. O CRISTIANO RONALDO e alinhando pelo mesmo diapasão relativamente ao Treinador e se fosse utilizado o mesmo critério de 2010 - o êxito colectivo a sobrepôr-se ao individual - merecia ser o detentor do galardão de Melhor Jogador no ano de 2012. A dualidade de critérios pode contribuir para a descredibilização de eventos que devem primar por um enorme rigor e correm o risco de se tornarem banais e sem interesse de maior. Saudações Desportivas.