Clara Serra Na actual conjuntura económica e financeira que o pais atravessa e fazendo jus ao lema aplicado pelo turismo do país "Fazer Férias Cá Dentro", nós oito jovens decidimos este ano explorar vários locais da ilha. A escolha foi passar três dias no Calhau da Lapa, arrendando um quarto disponibilizado pela Associação Desportiva do Campanário, mas não correu como esperávamos. No primeiro dia, foi obvia a total ausência de simpatia e falta de educação no rosto do proprietário do bar lá instalado. Mas, o insólito ocorreu no dia seguinte quando o dito senhor nos pediu justificação pela sujidade do espaço. Na breve troca de palavras que houve o senhor escalonou a voz de uma forma inaceitável e afirmou que o espaço era dele. Vimo-lo a correr para junto da lenha, que arduamente carregámos, e jogou-a. Depois, aparece com um machado na porta do quarto, embalou-o contra a soleira e ainda fez uma mossa na varanda de metal. Ameaçou-nos, proferindo a um de nós "não és o primeiro a quem parto um braço, não me importo de o fazer outra vez". Abandonámos de imediato o local temendo pela nossa integridade física. Um indivíduo com aquele temperamento é uma ameaça para os utentes do local e inviabiliza o desempenho do serviço prestado pela Associação. Este senhor é conhecido pelo seu comportamento agressivo e ganancioso, daí acharmos que o desacato surgiu por não termos dado lucro no seu bar, o que não éramos obrigados a fazer. Será seguro lá voltar enquanto uma pessoa daquelas estiver a gerir o bar?!