Roberto Oliveira Aqui há poucas semanas, o ministro Vítor Gaspar terá perguntado ao primeiro ministro: "Estou cá com um TSUão, vai-se f… os portugueses?" ao que o PM terá respondido "vai-se, os portugueses têm de andar de outra maneira, não se pode ganhar tanto". Como o bom povo português não gostou desta "gasparização" da sua economia, saiu à rua e mostrou que está contra (até os espanhóis, que ainda não têm troika, já começaram a protestar). Conclusão? Sai a TSU e vem aí mais IRS (que, como toda a gente sabe, quer dizer Impor Recessão Significativa aos portugueses). Temos uma enormíssima dívida e temos de pagá-la? Certo! Será necessário empobrecer a população para isso? Errado! Há outras alternativas. Curiosamente, a CGTP (que só sabe criticar qualquer medida de qualquer governo) arranjou uma boa alternativa: taxar as transacções financeiras em 0,25% (há, diariamente, um grande volume de transações bancárias pelo que mesmo uma taxa baixa geraria montantes relevantes). Uma medida deste género já havia sido proposta pelo (entretanto falecido) Prémio Nobel da Economia, James Tobin. Curioso também foi saber que, afinal, as receitas previstas com o aumento do IVA ficaram aquém do esperado. Mas o governo estava à espera de quê? Se não há dinheiro para gastar, logo não há compras, logo não há IVA para o governo. Como alguém já disse, foi mesmo uma "Gasparvoíce" (felizmente, e segundo o governo cá do burgo, o culpado do elevado défice madeirense é Lisboa! Ufa, posso dormir mais descansado!!) Também os argentinos bateram o pé em 2001; afinal, mais de metade da população estava em situação de pobreza e o desemprego era de 24%. Actualmente, menos de 20% são pobres e o desemprego situa-se nos 7%. Se esse milagre acontecer por cá, diremos, tal como diria o nosso Tristiano Ronaldo, "podem soltar os fogos".