O Governo Regional vai pedir ao Ministério das Finanças que lhe seja permitido alargar o objectivo do défice de 2012 em 0,5% do PIB. É Justo. A Troika concedeu ao País, O País deve conceder à Madeira. Vejamos o resto. Até Agosto, a receita fiscal está em queda, por via de uma saturada penalização tributaria e consequente redução do consumo. O que não é compreensível é a despesa pública estar a aumentar em 6,8% quando os custos com salários dos trabalhadores da função pública reduziram a despesa em 10,7%. O que está por fazer? O Governo está com uma enorme dificuldade em reduzir as suas despesas. Diria falta de coragem. Não faz o trabalho de casa e não tem força para ir contra a máquina governamental que criou. Há precisamente um ano,o CDS-PP, apresentou uma proposta de redução da despesa pública que o PSD liminarmente rejeitou. Redução das despesas correntes, revisão e redução do montante dos contratos de arrendamento que o Governo celebrou com privados quanto possui património edificado público que podia e devia rentabilizar; redução na aquisição de bens e serviços que este ano já acresce 53% (65 milhões de euros); implementação de uma central de compras públicas com vista a reduzir o custo unitário das mercadorias e equipamentos; revisão dos contratos com as parcerias público privadas que hoje oneram em 10% o orçamento regional; renegociação com os credores dos juros de mora sob compromisso de pagamentos a tempo e horas; fusão, racionalização e alienação das sociedades de desenvolvimento, redução e partilha do parque automóvel das administrações públicas, redução das subvenções aos partidos. O Governo deve abandonar o universo de desculpas e fazer o que lhe compete que é governar, fazendo escolhas, renegociando o plano de assistência financeira que assinou e, apresentar os resultados a quem os elegeu, Os Madeirenses.
Rui Barreto, Deputado do CDS na ALM