É triste assistir ao início e ao descalabro da politica desportiva da Região. Depois da construção de muitas infraestruturas desportivas em todos os concelhos, com despesas de manutenção caras e aparentemente sem estudos de viabilidade (o que custa a acreditar), quase todas estão a encerrar portas até melhores dias. Tal política alimentou os clubes, levando-os a disputar todas as modalidades em igualdade com os do Continente. Foi bom ganhar a quem até aí nos gozou pela pronûncia e pela incapacidade de fazer melhor. Foi pela força dos avultados investimentos que depressa equilibramos o balança e foi a vez dos clubes madeirenses começarem a ganhar com regularidade. Mas o que é bom termina depressa, e agora verifica-se que este modelo chegou ao fim. A continuidade territorial prevista na Constituição e a ideia de que somos portugueses iguais aos do Continente, (muito particularmente acho que nunca o fomos verdadeiramente), esbarrou com uma crise económica sem precedentes e com um 1º Ministro teimoso, que apesar de ser do mesmo partido do Governo Regional, ainda não se assustou com as ameaças de independência que diversas vezes foram para o ar. Se há 30 anos estávamos atrasados em quase todos os sectores e éramos tratados como colónia, agora somos insultados exactamente pelo desenvolvimento conseguido. Cá e lá, muitos estão à espera que o Presidente do Governo "caia da cadeira", mas pelo andar da carruagem não me parece que isso aconteça tão cêdo. Penso que terão que esperar sentados, pois pagaram bilhete para ver o espectáculo na 1ª fila. Até breve.
João MM Castro, Psicólogo Clínico