Pires C. As personagens desta história frequentam a Instituição Profissional Cristovão Colombo. Não a chamo de Escola, porque numa Escola a sério educa-se. Antes de mais, acho incrível o licenciamento dum estabelecimento de ensino em pleno centro da cidade sem qualquer espaço de recreio/lazer para os seus alunos, sendo que o pouco espaço previsto para esse fim foi afinal transformado em snack-bar e entregue a exploração privada. Os alunos (para não os chamar de vândalos ou algo pior) passam então o seu tempo livre, ou o tempo que libertam faltando às aulas, a vandalizar o passeio, os prédios vizinhos e o próprio Parque de Santa Catarina, a incomodar e provocar os transeuntes, a impedir o acesso às máquinas Multibanco mais próximas, a fumar e consumir todas as drogas da moda em qualquer recanto, isto para além do lixo que tentam espalhar um pouco por todo o lado. Tudo isto acontece com a conivência da dita Instituição. Parece-me lógico, antes vandalizar tudo à volta do que causar danos nas instalações da Cristovão Colombo. Nos intervalos há que pô-los rapidamente na rua, as empregadas dos prédios vizinhos e os funcionários da CMF que limpem e apanhem o lixo, os condóminos dos prédios vizinhos que tratem dos estragos, os jardineiros que apanhem as centenas de beatas e plantem flores que resistam aos vândalos. Atenção ao condomínio de luxo que irá surgir naquela zona, estes vizinhos não são de luxo nem tão pouco educados. Uma sugestão para a suposta Escola, uma disciplina de Civismo, de frequência obrigatória e com vertente prática. A cidade agradece!