Gil Canha, Vereador do PND Quem leu o artigo "Câmara Trava Embargo às obras da Av. do Mar", assinado pela jornalista, Marta Caíres, e publicado ontem neste diário, fica com a ideia que o Vereador do PND apresentou uma proposta meio atabalhoada na reunião de Câmara, quando solicitou um embargo às obras na Avenida do Mar, o que não corresponde à verdade. O que eu propus foi o seguinte: "proponho que Câmara Municipal do Funchal mande embargar imediatamente essas obras e, no caso de não ter poder para tal, que ordene ao seu departamento jurídico um imediato procedimento cautelar junto ao Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal (TAF), com o intuito de levar à paragem imediata dessas obras e assim acautelar a segurança e os bens da autarquia e seus munícipes". Ao contrário do que diz a notícia, não enveredei unicamente pelo o embargo, também apontei o caminho para uma providência cautelar junto do TAF, proposta que causou engulhos ao sr. Presidente de Câmara e, imagine-se, ao sr. Vereador da CDU. Como a senhora jornalista, estranhamente, não me contactou para mais esclarecimentos, e até para contradizer o sr. Presidente, que acha que a minha proposta consubstancia uma "aventura jurídica". Aproveito a oportunidade para informar os senhores munícipes que cerca de 70% das obras actualmente em curso nas fozes das duas ribeiras, realizam-se em espaços sob tutela da Câmara Municipal do Funchal (aliás, este facto é indesmentível está à vista de toda a gente) e que a nossa autarquia nem o seu executivo camarário, legalmente eleito pelo povo, mandataram ou delegaram no governo do dr. Jardim, autorização para ali intervir. A concluir, é pena que o dr. Miguel Albuquerque tenha utilizado este assunto como uma balofa "peleja" de alecrim e manjerona contra o seu rival, o dr. Jardim. Porque se fosse uma "guerra" a sério em defesa dos nobres interesses desta martirizada cidade, a Câmara metia os pés à parede e o Governo Regional piava fininho. Se piava!...