Pois é! Era vê-los chegar… Os pseudo-candidatos ao tachito, todos fardados com a mesma indumentária, “O Blazer”. O Blazer, que servia para identificar os que já tinham, e mais os que se estavam a candidatar ao “Job (zito)”. Esta sublime forma de identificação, servia também para alterar o estatuto de quem o envergava, senão vejamos, por mera coincidência ou não, é ver, nos manifestos do partido do poder, cavalheiros que viram melhorado o seu currículo com alusão a um percurso profissional que se desconhece e a uma formação superior que nunca possuíram. A remanescente massa, os proscritos, eram todos aqueles que vivendo no mundo real lá tiveram de estudar, trabalhar e fazer pela vida, uma vez que nunca perceberam bem a via do Blazer. Mas esta via tem, para além de todos os outros, um pecado capital, é que a brigada do Blazer, não sendo tão poucos quanto isso, representa uma classe técnica e academicamente preparada para coisa nenhuma. Que fruto da ação dos seus patronos, a breve trecho, cairão numa cruel realidade do mercado laboral em que nem lugar há para aqueles que, escolhendo outra via, estão hoje preparados. Bonito serviço!

José Artur Aguiar, Engenheiro Mecânico