HF A obra que junta as duas ribeiras do Funchal é contestada por diversas personalidades com conhecimento técnico sobre o assunto, por outras, por cidadania e que pensam a cidade com memórias e com futuro. Estamos a assistir à teimosia política ao autismo de dirigentes que estão nas tintas para o interesse colectivo e futuro da Madeira. Há dias o arq. Sisa Vieira, numa entrevista, referia se às catástrofes na Madeira e ao mau ordenamento do território. A volumetria e profundidade do Dulce Vita e Anadia, entre muitas outras ocupações de ribeiros, tiveram como consequência que a tragédia do Funchal atingisse as proporções que vimos. A responsabilidades por tais autorizações com tanto prejuízo humano e material ficou por fazer. Assistimos outra vez a uma obra controversa, sem qualquer discussão pública, com as empresas, as mesmas, a quem o governo deve milhões, instaladas no aterro. Alguem acha o fenómeno estranho?