João Sousa Entre figuras ilustres e populares, subi ao Chão da Lagoa no Domingo dia 9 de Setembro para me divertir com o cheiro do bacalhau do Quim Barreiros e, entre amigos, lá se foi provando umas ponchinhas para aquecer a malta. Estava a me fazer de tonto por ali com bacalhau aqui e ali, de repente começa o discurso do Secretário Geral do PSD. Entre muitas mentiras, palavras descontroladas e "pu pus", pensei que iria surgir algo relacionado com a crise financeira e económica Regional, dizia ele: "não gosto dos Ingleses", etc. Um discurso baralhado e doentio em que dizia que não existe buraco financeiro na R.A.M. Confesso que até fiquei preocupado com tais afirmações e gestos grosseiros. Pensei que era do calor do álcool. Peço a estes Senhores que expliquem a esta gente que não é nada tonta, como pode um partido defender a democracia nesta Região se uma simples disputa eleitoral "interna" dentro da sua casa provoca tanta tempestade e insultos, e desconfiança, vigilância nas urnas. Como pode um partido que se diz democrático referir que os deputados eleitos pelo povo são "uma cambada de tontos"? Isto é prestigiar a Assembleia Legislativa da Madeira como órgão máximo da Democracia Regional? Como pode um partido que maltrata, ameaça e não respeita os adversários políticos que têm opiniões diferentes e construtivas falar em democracia? Estamos perante uma cambada de intrujões que teimam em empobrecer cada vez mais os pobres. O Povo não deve deixar-se levar por estes intrujões que só pensam no períodos de eleições e em "lamber as botas" dos "patas rapadas" para lhes enganar de 4 em 4 anos. Não devemos favores a ninguém nem a nenhum político seja lá quem for. Temos de mudar sem medo. Eu não tenho medo.