Na semana de todos os tumultos, nacionais e regionais, os madeirenses receberam os piores sinais que alguma vez imaginaram. As manifestações apareceram na rua, mais lá do que cá, porque o problema de se associar a uma simples exteriorização de descontentamento apanha com toda aquela catadupa de preconceitos que as pessoas aceitaram, de ânimo leve e ao longo de anos, e que agora condicionam qualquer passo. Veja-se o que se está a passar internamente no PSD-Madeira, quando se aproximam datas importantes para definir o futuro daquele partido. As 'lapas' que se agarraram às benesses do partido não têm pejo em deitar mão de qualquer estratégia que sirva para prolongar-lhes os favores do poder. A manobra mais desavergonhada foi obrigar os militantes a misturarem as naturais aspirações locais - quem não quer ser o chefe do partido na freguesia, ou pelo menos estar no núcleo de 3 ou 4 que 'mandam'? - com a subtileza de lhes facilitarem esse desejo se se associarem à lista que o presidente quer impor para a liderança do partido. Com tanta data disponível, os senhores do partido tiveram pressa e agora querem resolver tudo ao mesmo tempo, como se fosse a mesma coisa. A mesma táctica foi aplicada na Comissão Política Regional do PSD. O génio da coacção psicológica julga ter 'prendido o rabo' a todos os seus correligionários, ao armadilhar uma cilada que os obriga a aceitarem fazer parte da sua comissão política. Alguém contra mim? Não? Brilhante, se não despertasse naquela plateia a terrível predisposição para ser mais maquiavélico que o Maquiavel mor: e que tal dizer que sim agora e votar de forma diferente na hora da verdade, mesmo que não seja grande a simpatia pela 'outra' alternativa? Se dúvidas houvesse, Jardim acabaria por dissipá-las através das sucessivas intervenções públicas que teve ao longo da semana. Cada uma mais tresloucada que a anterior. Frases inimagináveis. Contradições sem vergonha. Arrogância sem limites. Desprezo pelos companheiros num 'vale tudo' desesperado. Nervosismo disfarçado. Tudo sinais de que o fim está mesmo a chegar. Que chegue depressa, para que os madeirenses possam começar a reconstruir a sua vida. Pedro Martins, Treinador do Marítimo Com um grupo de trabalho com naturais limitações, o técnico conseguiu montar uma equipa que tem correspondido em todas as frentes. Estêvão Neves, Empresário Completou 50 anos no mundo das empresas, 30 dos quais à frente de projectos ganhadores. Com uma humildade impressionante. Luigi Valle, Cônsul de Itália Três décadas a representar os interesses de uma grande nação como a Itália, na Madeira, é um legado digno de registo. Exemplo a seguir. Miguel Ferreira, Presidente do SESARAM Tem dado cartas na gestão hospitalar, rompendo com hábitos ruinosos, mas não tem respostas para dúvidas que estragam tudo. É pena. Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional Outra semana degradante, com frases indefensáveis a vários níveis. Agora até com expressões execráveis para companheiros de partido.