Portugal vai de mal a pior, devido principalmente á actuação do pior governo que tivemos depois do 25 de Abril, com dois partidos de direita coligados a entortarem o país. Ministros que não conheciam, nem conhecem o país real, pois estavam a viver lá fora e só por esse facto foram ocupar esses lugares com o rótulo de competentes sem que tenham, até então, dado tais provas. Não basta ter vivido no estrangeiro para ser competente, aliás, temos visto a actuação de um economista que já foi corrido de altos cargos, lá fora, exactamente por essa falta e que foi nomeado consultor de privatizações, ganhando balúrdios e só fazendo asneiras: privatiza os lucros e mantem nacionalizados os prejuízos. As receitas copiadas de outros países nunca podiam resultar cá dentro, pois as realidades são totalmente diferentes, contribuindo desta maneira para um maior e mais rápido afundamento do país e dos portugueses com os seus princípios ao contrário: " em vez de criarem riqueza, criam ricos", não ficando nada para distribuir pelo povo. Outro principio que têm posto em prática é o de que o trabalhador é que paga a crise. Todas as medidas tomadas têm ido nesse sentido, sempre as costas do trabalhador a pagar. Primeiro foi a função pública e os reformados e agora os trabalhadores no activo. A subida feita nos descontos para a segurança social (ministro do CDS) pelos trabalhadores beneficia o capital e prejudica o trabalhador com a desculpa de que com esta medida pretendem aumentar a competitividade nas exportações, o que quanto a nós não é verdade e por outro lado a maior parte das empresas não trabalham para a exportação, mas sim em serviços e consumo interno. Mas considerando que em média o trabalho poderá representar cerca de 25% (em termos médios) do custo final do produto pronto para exportar, verificamos que a baixa poderá ser de 1,75% (7% de 25%). Será este número realmente capaz de aumentar essa competitividade? Ou serão necessárias outras medidas, nomeadamente de modernização permanente das empresas e formação, também, permanente dos seus trabalhadores? Vejamos outro aspecto, o anterior primeiro ministro, Eng José Sócrates, conseguiu aumentar as exportações em valores que já atingiam os 17% e este governo já conseguiu reduzir esse numero para cerca de 11%!!!! até agora, porque certamente com a falta de financiamento às empresas deste sector, continuará a baixar ainda mais…. A subida de 7% nos descontos para a segurança social, irá, logicamente provocar uma baixa no consumo do mesmo valor, principalmente em produtos sujeitos ao escalão mais alto do IVA, fazendo baixar, mais uma vez a colecta de impostos…. Já o dissemos e insistimos que é através do desenvolvimento económico que poderemos diminuir o desemprego e baixar o deficit e nunca só à custa dos impostos, para além do emagrecimento das chamadas gorduras do Estado, dos governos regionais e das autarquias que têm constituído autênticos balcões de emprego para os amigos e filhos dos senhores do regime. Simultaneamente deve haver uma grande atenção do Ministério Público para os casos de suspeitas de corrupção, por mais pequenos que sejam, como por exemplo a dos Guardas Florestais estarem a prestar serviços para o PSD e da utilização de bens públicos, como recentemente foi notícia pública, que poderão esconder outros muito mais graves. Muitas coisas têm sido publicas, mas acabam por não serem investigadas ou simplesmente arquivadas, embora se saiba também que algumas coisas são tão bem feitas, que dificilmente serão descobertas….Estou a lembrar-me do célebre caso das pratas que desapareceram da Assembleia que para além de nunca terem aparecido, também nunca descobriram o responsável por essa situação….Era peixe graúdo…. E por isso foi arquivado. Senhor Primeiro Ministro, faça um grande favor ao país e demita-se porque a vigilância da sua governação pela Presidência da República tem sido um desastre autentico pelo pior Presidente da República que tivemos depois do 25 de Abril…Ao ministro dos Negócios Estrangeiros e líder do CDS/PP, pedimos-lhe que desfaça a coligação porque ficará na história como membro de um mau governo, até porque foi um seu ministro que tomou estas medidas… Ao povo, pedimos que manifestem a sua indignação, de acordo com o previsto na constituição, não é pecado, nem dá prisão…à Igreja Católica Portuguesa, pedimos que sigam o exemplo do Bispo das forças armadas, do Padre Martins Júnior da Ribeira Seca, do padre José Luís de São Roque, do padre Mário Tavares e de outros que anonimamente vão lutando pelos direitos de quem trabalha.

Duarte Caldeira