Paulo Filipe Vasconcelos Freitas Foi nesta última viagem que fiz à nossa preciosidade do Atlântico que entre uma poncha e uns tremoços com o meu avô, Sr. Ramiro Freitas, senhor dos seus 78 anos dos quais mais de 50 passados a trabalhar no Bazar do Povo, discutíamos entristecidos o futuro desta fabulosa e histórica casa madeirense quando me foi introduzida a figura do Homem dos Cestos. Para quem não sabe do que falamos, sugiro que perguntem aos vossos pais ou avós quem era o Homem dos cestos, figura icónica do dia-a-dia pré-74, mas impensável nos dias que correm, o Homem dos Cestos ia a casa dos trabalhadores menos pobres buscar a típica cesta madeirense e entregar nos seus locais de trabalho, imaginem só um Homem com um "tronco" ao ombro carregando mais de 10 cestas cheias, descendo do alto das montanhas do Funchal até ao centro. Uma profissão dura, feita a pé numa ilha com a orografia que conhecemos e sobretudo o sinónimo da tenacidade que caracterizava este povo que desbravou montanhas. Sem dúvida uma antiga profissão que merecia uma reportagem.