Sempre houve oposição à musica, especialmente se é nova e diferente, foi assim com o Jazz e o R'n'B , foi assim com o Rock e o Punk, foi assim com o Disco Sound e continua a ser assim com a música de dança electrónica ou agora como lhe chamam EDM (Electronic Dance Music). Tal como as roupas que usámos, a musica que ouvimos é uma boa maneira de descrever quem somos . O advento da internet trouxe ao consumidor em geral, em alguns segundos, os discos que outrora levariam meses a chegar. Quando falo com alguns colegas dj sobre os "trunfos" (aqueles discos que sabíamos mais ninguém teria) todos olham para mim com um ar um tanto ou quanto desiludido , "já não existem mais" , é certo que é muito mais difícil, especialmente devido ás várias fontes de informação que estão disponíveis em vários sites , mas hoje em dia ser-se diferente na música que se passa é possível, mas cada vez mais raro. Isto leva-me a um outro ponto que gostava de abordar neste artigo, se antigamente um Dj, aliando a sua técnica ao belo conteúdo da sua mala de discos de vinyl era capaz de levar uma audiência ao rubro (lei-se êxtase musical, não necessariamente braços no ar) hoje em dia as coisas são um pouco diferentes. Já não existem batidas para acertar, o computador trata disso, e já que estamos a falar em computadores os mais recentes sofwares profissionais dedicados ao "djing" disponibilizam uma data de efeitos em cada canal, a possibilidade de editar as musicas em tempo real, e claro a opção de controlar todo este aparato através de leitores de cd ou através de gira-discos. Por esta ordem de ideias é fácil chegar à conclusão que hoje em dia é mais importante a maneira como se passa música do que a própria música em si, mas não, na minha opinião esta é uma ideia errada porque a música tocada é sempre mais importante do que a forma que o interveniente escolheu para a mostrar.
Michael C, Dj