Leitora devidamente identificada Gostava de expor uma situação bastante simples mas demasiado injusta. Aquando do decorrer das defesas públicas das alunas de Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, saiu a notificação para as inscrições do Concurso Docente. A Universidade da Madeira, com certeza com a melhor das intenções, começou a lançar os certificados de conclusão de quem já havia apresentado o seu Relatório (equivalente a tese neste curso). O que acontece é que estas alunas, por já terem os certificados, concorreram numa situação privilegiada em relação às restantes colegas, que ainda não tinham tido a oportunidade de apresentar a sua tese. Esta situação discriminatória é comprovada na ordenação de candidatos inscritos para o concurso docente. Agora a minha pergunta é a seguinte: se todas as alunas estavam em pé de igualdade e até algumas entregaram a tese primeiro (simplesmente a data escolhida para a defesa foi tardia), porque é que não houve o cuidado de lançar todas as notas na mesma data, ou então, de comunicar à Secretária que embora em diferentes datas, estas alunas estavam todas ao mesmo nível e, que a partir daí os critérios de desempate deveriam ser os habituais. Acho uma tremenda injustiça, a situação não ter sido tratada com outra sensibilidade, até porque as próprias alunas são sabiam que iriam concorrer em situações diferentes. Aproveito para deixar uma breve reflexão sobre a continuidade da existência do curso na Uma, mesmo após a notificação do ministério de que algumas universidades deveriam fechar estes cursos devido ao elevado número de desempregados. O Reitor da Uma, disponibilizou-se logo a explicar, que nosso caso não haveria necessidade, visto que a empregabilidade era satisfatória. Tenho que ser sincera, tenho uma curiosidade mórbida em saber quantas alunas irão ser colocadas e quantos irão arranjar oportunidade no privado e depois faço a conta vezes 5 (número de turmas deste curso na Uma).