Alexandre Lopes Algo se passa de estranho na gestão da função policial. Com efeito e sem necessidade um olhar muito atento, facilmente se verifica um deficiente policiamento na ilha. Com a excepção à vigilância ao estacionamento tarifado, muitas são as situações em que não se vê um agente. Para o demonstrar, trago-lhe alguns exemplos: 1 - Após a chegada do barco Lobo Marinho, forma-se na ER 120 uma extensa procissão de veículos que se confrontam com o trafico vindo dos lados do aeroporto. Nesse entroncamento, um agente bem podia ajudar uns e outros, facilitando a vida a todos. É certo que por vezes lá se encontra um mas invariavelmente ou conversa com alguém ou fica a olhar para nenhures; 2 - De noite, o estacionamento indevido ou nos locais para deficientes não merece atenção; 3 - O mesmo se verifica nas zonas pedonais entre o jardim da cidade e o largo do supermercado, onde meninos se entretêm de bicicleta em longas correrias e cavalinhos; 4 - Na ER 120, a principal via da ilha, nenhum veículo de duas rodas é incomodado por andar de noite sem luzes (e são ás dezenas); 5 - Na mesma estrada, particularmente depois das 23 / 24 horas, a estonteante a velocidade com que os automobilistas descarregam o stress. Não tenho dúvidas de velocidades superiores a 120Km/h, onde o limite alguém fixou em 60. A falta de equipamento de controle não poderá servir de desculpa. Porque em pontos-chave do percurso (ex.: junto à praia das Pedras Pretas e ao Hotel Pestana), se estivesse parado um veículo da polícias ou mesmo tão só 1 agente bem visível, o índice de respeito aumentava consideravelmente. Só neste mês de Agosto o muro da minha casa por duas vezes sofreu uma rasante. A este ritmo, em breve ficará salpicado de vermelho. Dir-me-ão que há falta de efectivos. Não creio. Basta ir ao aeroporto onde, para vigiar uma dúzia de estacionamentos temporários e umas quantas carrinhas que por lá aparecem quando chega o avião de Lisboa (porque para o voo inter-ilhas 2 ou 3 taxis sobram), tenho visto dois agentes. Não sei a quem compete por ordem na pouca ordem. Mas se alguém o fizer, os portosantenses e quem os visita muito agradecem.