Marta Oliveira Apesar dos meus 36 anos de vida, há coisas que não deixam de me surpreender… Sendo uma profissional da Comunicação e em específico das Relações Publicas, fui educada para a máxima de "O Cliente tem sempre razão" e ainda que, por vezes, os clientes sejam difíceis, faz parte de qualquer empresa que dependa deles, lidar com situações complicadas da forma mais diplomata possível. As grandes empresas têm normas explicitas para estes momentos e as pequenas devem fazer imperar o bom senso e satisfação do cliente. Ora, quando um produto não nos satisfaz (por qualquer razão) é de LEI a troca, devolução ou restituição do valor do mesmo. E a lei aplica-se, a todos que estejam ao abrigo da constituição, sejam eles portugueses, finlandeses, alemães, ingleses e, no meu caso, CHINESES. São imensas as lojas orientais pela cidade… lentamente, empurraram os pequenos e, recentemente, no caso do EX-LIBRIS "Bazar do Povo" até os grandes comerciantes. Contra isso… Nada! O comércio evolui pela lei da oferta e da procura e, cor, raça ou religião não devem ser fatores de exclusão. O que deve ser fator de exclusão é a forma pouco clara e abusiva com que se faz negócios, gritando com os clientes, não lhes restituindo o que lhes é devido, não emitindo os recibos a que são obrigados e pior…!!! Depois de chamada a autoridade para retificação, aproveitarem-se da sua situação de "estrangeiros" apelando para "racismo" por parte das forças da autoridade. Deixo três notas finais: 1 - Aviso todos os consumidores a terem em atenção com as lojas orientais, nomeadamente a do Oudinot. 2 - Informem-se dos v/ direitos e não tenham medo, preguiça ou vergonha de atuar em conformidade e perante a lei. 3 - Um bem-haja à PSP do Funchal por, apesar de insultos, calunias e provocações, manterem a calma, o civismo e o bom senso, provando exatamente o ponto em questão: independentemente da má-formação, o seu "cliente" (asiático e abusivo) foi tratado com diplomacia e teve sempre razão! (mesmo quando não a tinha!)