Do Toco à Praia Formosa, passando pelo aterro do Funchal, à tramoia do Lido, temos um litoral funchalense desfigurado. Convém relembrar o mega investimento orçado em 370 milhões de euros que Albuquerque e Jardim queriam para o Toco. Contra ventos e marés, e sem dar facadas pelas costas, Albuquerque foi a Lisboa falar com o Ministro da Economia de Sócrates , (demitido pela cena dos corninhos), para que o projeto fosse considerado de interesse nacional ( PIN ). Dizia-se que quando fosse aberto o Concurso Público, o potencial de investidores seria grande, dado ser um investimento privado colossal, com efeitos multiplicadores na economia local durante 2 anos. Na sequência do temporal de Fevereiro de 2010, Jardim, com votos contra da CMF , mandou fazer um projeto que é um desastre ecológico, técnico e económico, para a construção do Cais acostável a norte, mais conhecido pelo «enterro do Funchal», investindo cerca de 100 milhões de euros. O Lido, anda sem norte, parado desde 2010, com projetos e contra projetos, para uma obra estimada em 6 milhões de euros. Não há financiamento para esta loucura, e mesmo que aparecesse dinheiro, só em 2016 teríamos o Lido aberto! A Praia Formosa, iria ter areia branca, hotéis , zonas verdes e de lazer, outros 300 milhões em projetos… Jardim e Albuquerque , em campanha eleitoral prometem cidades sustentáveis, agradáveis para viver, com peixinhos junto dos nadadores, muitos passarinhos a cantar, dinheiro a crescer nas árvores e petróleo ecológico a sair das torneiras das nossas casas. Mas temos é um Toco com arribas a cair, um aterro no centro do Funchal, um Lido parado, uma Praia Formosa sem estacionamentos para a população e a culpa deve ser do estrangeiro! Estranha forma de governar, têm estes senhores a quem o povo entregou o voto, na esperança de ter uma vida melhor!
Dírio Ramos, Vereador do PCP na CMF