João M. R. Sousa A propósito de «A pechincha» da secção «Este Planeta» (última Revista Mais do DIÁRIO), em que é ironizada a tentativa das Finanças para vender por 16.000 euros um barracão nas Escadinhas do Galeão, como conhecedor da referida propriedade gostaria de expressar as minhas - e, certamente, de muitas famílias - preocupações, caso esta venda não se concretize. Este prédio devoluto, depois dos últimos inquilinos o terem abandonado e de o seu proprietário se ter esquecido de o conservar ou demolir, tornou-se um verdadeiro problema de segurança, higiene e segurança públicas, já que foi transformado numa espécie de casa de chuto dos toxicodependentes da zona, onde também fazem tráfico de estupefacientes, inclusive aos adolescentes das escolas das imediações, vigiam e controlam os movimentos da vizinhança para melhor lançarem os seus assaltos e se refugiam lá quando perseguidos pela polícia. Tudo isto acontece com a conivência das autoridades autárquicas e judiciais, sem esquecer a própria sociedade civil, que se "acovarda" com medo de represálias dos criminosos, salvo honrosas excepções, designadamente daqueles que têm feito reclamações na Câmara. Em suma, este barracão é uma grande barraca! Foi, pois, com grande entusiasmo que recebi a notícia da colocação do mencionado imóvel no leilão das Finanças, na medida em que o sucesso dessa iniciativa poderá significar o fim da insegurança, da criminalidade e demais problemas da zona. Contudo, tenho muitas dúvidas quanto ao final feliz desta história porque considero excessivo o valor solicitado no leilão, dado o quadro aqui apresentado e o adiantado estado de degradação do imóvel. Assim, só me resta apelar às autoridades - financeiras, autárquicas e judiciais - para que encontrem uma solução urgente para este grave problema social, neste tempo em que já temos chatices e dificuldades a mais.