Américo Vieira Na vossa edição de sexta-feira tive a oportunidade de ler e me congratular com a carta do sr. João Vieira sobre o problema das ditas drogas legais. E na qualidade de pai, não pude deixar de redigir a minha perspectiva sobre esta temática que infelizmente tem atingido a nossa terra. Por outro lado soube igualmente através da conferência de imprensa do PSD Madeira, pela Sra. Deputada Rafaela Fernandes que na nossa região já morreram 3 pessoas e um está em coma devido ao consumo desta substâncias ditas legais. enquanto pai preocupado e interessado nestas matérias, tenho acompanhado a evolução deste fenómeno na Madeira e de facto nos últimos tempos tenho constatado cada vez mais notícias e factos graves causados por estas drogas. Notícias como indivíduos que se atiram de muros altos, outros vestem-se de 'ninjas' e percorrem a via rápida contra mão, alguns sobem para os telhados das suas casas e arrancam telhas e atiram aos seu vizinhos por se sentirem perseguidos por demónios. Andam os profissionais de saúde, as famílias desesperadas para resolver e logo agora quando aparecia uma luz ao fundo do túnel com a aprovação deste decreto legislativo regional, eis que, por questões jurídicas e constitucionais, o Sr. Representante da República, no seu direito e nas suas competências, envia o diploma para o tribunal constitucional. Eu pergunto e agora? Como vamos combater este problema? Como vamos reagir perante estas atitudes dos nossos cidadãos? Vamos recorrer a quem? Quantas pessoas precisam de morrer para acabar com esta farsa, com esta hipocrisia social? Uns senhores vendem uns produtos supostamente denominados de incensos, fertilizantes, chás, até têm a lata de colocarem no rótulo qualquer coisa do género, impróprio para consumo humano, quem consumir a responsabilidade é do próprio. E qual Pilatos, vendem independentemente da idade, porque a legislação é omissa nessa questão, sem assumir qualquer consequência, refugiando-se no argumento que explicam a forma e a quantidade a utilizar do produto. A responsabilidade é toda do consumidor, independentemente da sua idade. A mim faz-me confusão fumar ou injectar fertilizantes. Os meus pais sempre me ensinaram que fertilizantes eram produtos utilizados para fazer crescer as plantas e não para provocar sensações estranhos no nosso organismo. Por tudo isto Sr. Representante da República AJUDE-NOS, proíba a venda destes produtos e responsabilize quem os vende. Porque são muitas as famílias que, diariamente sofrem e desesperam pelas consequências que provocam nos seus familiares, os quais muitas vezes têm de ser internados nas instituições psiquiátricas. Até onde este fenómeno vai parar. Será preciso acontecer mais desgraças para fazermos algo? Por último, tal como o Sr. João Vieira dizia na sua carta, apelo ao grupo parlamentar do PSD Madeira para continuar a lutar para proteger os madeirenses desta praga que nos atinge, não nos abandonem. Aos Srs. Juízes do Tribunal Constitucional ajudem-nos por favor! É muito o nosso desespero! São muitas famílias que estão em Pânico e agonia. Para que mais nenhum madeirense morra devido a estas substâncias que de bom nada têm.