Gaudêncio Figueira Não existe ainda o aparelho, mas sei que trabalham na sua concepção. Ele tornará mensurável a vergonha de cada Humano. O aparelho será de extrema importância até para dirimir conflitos em Tribunal. O Sr. Dr. Alberto João Jardim, Pres. Gov. Reg. da Madeira e, cumulativamente, Conselheiro do Estado Português, protagoniza, em nome dos Madeirenses, uma disputa com esse mesmo Estado há largos anos. O último afrontamento surgiu na edição do DN do dia 8 de Agosto. Saía S. Exa. do "Libertad", quando afirmou: " …o Estado deve à Madeira nove milhões por não cumprimento da Constituição em matéria de Saúde e de Educação. Se o Estado nos deve, ainda têm a lata de falar em dívidas da Saúde ao Estado. O Estado Português está a perder a vergonha". Recomenda a leitura da Constituição ao Sr. Min. da Saúde, bem como admite o recurso ao Tribunal, apesar de entender que a Justiça Portuguesa "não oferece garantias de respeitar a Constituição" para esclarecer quem deve a quem. Entregue-se aos Meritíssimos um envergonhómetro que determinará o grau da falta de vergonha. No processo que será posto ao Estado, devem apresentar já o Deve e Haver, desde 1419, que, há anos, andam a determinar. Não esqueçam deduzir a madeira das caravelas. Seria ridículo um trabalho científico, por tal falha, ir parar ao lixo. O Tribunal com estes elementos e o novo equipamento dirá ao País o grau de vergonha dos "faladores". Encontrada a vergonha que recairá sobre os Seres Humanos que representam o Estado, os madeirenses terão umas questões a colocar ao envergonhómetro. Qual a sem-vergonhice daqueles que: desde o verão passado andam a esconder dívidas; assinaram contratos que depois não honram, aqui têm a palavra os dirigentes desportivos; calam a morte de um cidadão com paludismo, sejam eleitos ou nomeados; prometem água quando, desde Março, não se a ouve cantar nas levadas; garantem o Ronaldo como produto da política desportiva regional? Havendo uma pinga de vergonha, nos adros das Igrejas devem entregar a cada "vítima" um exemplar de "Lágrimas Correndo Mundo", do Dr. Horácio Bento de Gouveia. Ele descreve a dureza da vida madeirense aí pela grande depressão. Faltando quem assuma explicar a realidade para que nos trouxeram, a ficção literária prepara as consciências para o confronto com pobreza que, em força, aí está.