Por mais pareceres elogiosos que encomende a bom preço e se dê ao gozo nacional com as proibições ridículas que faz publicar no Diário da República, a Madeira já não aguenta o descalabro institucionalizado, embora caiado vezes sem conta de ficção, não vá o lodo aparecer à velocidade das licenciaturas que certificam políticos equivalentes a nabos. A Região definha à conta desta espécie de governo, avesso ao bom conselho e à solução necessária, porque pródigo em hipocrisia e aparência, narcisismo e asneira, mediocridade agravada com as manobras de intoxicação pública, como se o povo não lesse notícias com assinatura, não fosse às compras e não tivesse vida. As escolas não têm alimentos para matar a fome às crianças. A saúde continua em estado de coma. As empresas desinvestem como nunca. A democracia revela-se frágil, perigosa e até persegue quem janta. O povo perde direitos, benefícios e dinheiro. Mesmo assim, Jardim, o coveiro que também se arma em empregador, pede palmas. Com que então "vai haver estabilidade política até 2015"?, como se isso fosse verdade, apesar de rimar com austeridade e instabilidade. E não vai haver "tontarias de eleições antecipadas nem disparates desse género"?, como se o povo se esquecesse dos distúrbios causados em 2007 ao abrigo de um garrote socialista. E como é essa contabilidade branqueadora, de na Madeira "até ao dia 15 de Maio deste ano terem sido constituídas 446 novas empresas e extintas apenas 217"?, como se o povo inteligente, apesar de 'pata rapada', não soubesse que as insolvências arrastaram consigo centenas de empregos que as propaladas criações não repuseram. Agora que o chão lhe foge, o dinheiro não abunda e o povo desperta da anestesia causada pelo betão armado, Jardim tenta vender a teoria "depois de mim, o caos". E até já se contenta com pouco, certo que quando deixar o posto de comando ninguém será capaz de ignorar que fez obra, fingindo desconhecer que há nomes que deixam pontes, estradas e túneis na hora da revolução e da mudança. Teresa Ruel - Investigadora Ao lançar um livro sobre a má democracia na Região e os mecanismos que castram a oposição contribui para a libertação colectiva. Não tardará que os sábios que vagueiam entre o aterro e as angústias achem que a tese não tem nada de novo! Ivo Melim - Engenheiro Numa semana de glória para machiquenses, nota positiva para quem tem obra feita em vários países, até mesmo em ditaduras, sem ser por motivações políticas. Planear a vida "de projecto em projecto" garante felicidade. Duarte Gomes - Árbitro Esteve na final do Euro'2012, gosta do que faz e tem orgulho em ser madeirense, mesmo que certos quadrantes regionais o desprezem. A atitude gera tristeza. Não é para menos. Quem nunca o felicitou não pode ser boa gente. Miguel Albuquerque - Presidente da CMF Mais uma entrevista corajosa e de reafirmação da ruptura assumida anteriormente. Falta agora o conteúdo e as soluções para a Madeira em agonia. Para já, mais uma aposta ganha: a 13.ª edição do 'Funchal Jazz' manteve o nível. Ventura Garcês - Secretário das Finanças Revela uma estranha resistência ao óbvio. Foi várias vezes humilhado, mas mesmo assim não se demitiu. Então vê Jardim condecorar um seu director regional e nada diz? É considerado vigarista e permanece no plenário pronto a ouvir das boas?
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